A Zona Franca de Manaus se renova, depois da Gradiente, a Ecosolaroof Holding Limited aumenta a lista de empresas que pretendem investir em energia solar utilizando os incentivos fiscais da ZFM

Mais uma empresa anuncia investimentos em produção de equipamentos para geração de energia solar na Zona Franca de Manaus (ZFM). Depois da Gradiente que tenta solucionar pendencias judiciais para tirar o projeto do papel, é a vez da Ecosolaroof Holding Limited. Com fábrica chinesa e escritório londrino, a empresa pretende aportar ainda neste ano no Polo Industrial de Manaus (PIM).

A informação foi dada pelo presidente do grupo, Charles Virgílio Silva, em reunião com o titular da Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório Veiga, na última segunda-feira ( 6), para apresentação do projeto industrial. O investimento e total de mão de obra “estão sendo finalizados pela consultoria contratada pela empresa”, conforme a Seplancti.

Economia

As telhas solares fotovoltaicas da Ecosolaroof têm um sistema cerca de 30% mais barato que os painéis e potência de geração de 160 a 350 watts de energia, segundo informações dos fabricantes repassadas a Seplancti. Ele converte a energia solar em watts em diferentes níveis de potência.

O secretário executivo de Desenvolvimento da Seplancti, Renato Mendes Freitas, informou, ainda, que o sistema possibilita o aproveitamento da plataforma já existente para a instalação das telhas, permitindo 30% de redução de custo aos usuários.

Gradiente

No início de julho deste ano, a Gradiente anunciou que “em 60 dias” iria retornar ao PIM para fabricação de equipamentos destinados a instalações fotovoltaicas (energia solar). Os planos da empresa foram frustrados, no dia 24 do mês passado, uma vez que o plano de implantação não poderia ir adiante antes da resolução da recuperação judicial da empresa.

Com a decisão judicial, o grupo acabou ficando de fora da pauta da 287° Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), a primeira deste ano. Na ocasião, o diretor do grupo, Deusmar Pessoa Viana, informou que “o projeto industrial está pronto” e esperava “que os fatos sejam superados e que, brevemente, o nosso projeto possa ser apreciado em uma próxima reunião do CAS”. Há quase um ano, a Gradiente teve o retorno barrado pelo mesmo problema judicial.

Investimentos da nova fábrica

Após encerrar as atividades em 2007 e de um arrendamento cinco anos depois, a Gradiente tenta implantar a nova fábrica no PIM com investimento de R$ 5 milhões, expectativa de faturamento de R$ 230 milhões e geração de pouco mais de 360 empregos direitos e indiretos nos primeiros três anos de funcionamento, segundo anúncio feito em julho.

Caso consiga solucionar as pendencias jurídicas, o foco da fábrica será a produção equipamentos responsáveis pela conversão da energia captada pelos painéis solares em 12 ou 19 volts para 220 e 110 volts.

No evento de anúncio do retorno do grupo ao PIM, o presidente da Gradiente, Ricardo Staub, adiantou que o objetivo é produzir sete modelos de inversores solares, de 1 mil a 10 mil watts de potência com valores de R$ 1,3 mil a R$ 7 mil. Os planos da empresa à época eram produzir cerca de 100 mil unidades na planta de Manaus até o ano de 2021.

Fonte: Em Tempo

 

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