O plano de desinvestimento que a Copel prepara já é considerado nem tão necessário quanto no passado. Essa visão decorre do fato de que a companhia está para entregar projetos de geração que irão agregar 717 MW em seu portfolio e, consequentemente, gerar caixa e reduzir a alavancagem da companhia que encerrou o segundo trimestre do ano em 3,1 vezes a relação entre o ebitda sobre a dívida liquida da companhia.

De acordo com o diretor de Finanças e de Relação com Investidores da empresa, Adriano de Moura, a companhia deverá finalizar esse estudo em cerca de 90 dias. Esse relatório será utilizado para apontar à empresa os ativos que são mais atrativos, mas não necessariamente poderá ser executado um plano de desinvestimentos.

“Estamos avaliando os ativos que fazem sentido para a empresa continuar com eles ou não, uma vez que foram ajustados e entender que agora que fizemos o impairment podem ser bons. Mas o estudo está sendo elaborado e com base nesses estudos é que veremos se são atrativos ou não para tomarmos decisões”, disse ele após encontro com analistas e investidores da empresa, em evento realizado pela Apimec-SP.

Como a previsão é de que o relatório fique pronto apenas em novembro a perspectiva é de que o estudo possa ser aplicado, caso a empresa deseje vender ativos, apenas em 2019. Entre as opções caso haja a venda, comentou Moura, se dará, por exemplo, para a reciclagem de capital, ação em que vende um ativo para levantar recursos e investir em novos projetos.

Falando em expansão, o diretor da estatal indicou que a companhia está de olho na disputa do A-6 tanto em eólicas como em PCHs. Para ele, a mudança de forma de contratação da fonte dos ventos de disponibilidade para quantidade não deverá impactar de forma expressiva os lances para os projetos. Ele, contudo, desconversou e não apontou o nível de alteração que essa mudança pode levar, preferiu dizer que os modelos ainda estão em estudo pela companhia.

De qualquer forma, a Copel não possui atualmente um plano de expansão estruturado, está com seu foco em resolver os atuais, complexo Cutia (RN) e as UHEs Baixo Iguaçu (PR) e Colíder (MT) que estão em fase final de construção. Os novos, disse ele, estão em análise desde que apresentem uma rentabilidade mínima que a companhia estatal vem exigindo, pelo menos desde 2014. Por isso não há preferência, seja por geração ou por transmissão.

Atualmente a geração responde por 44% do resultado ebitda da companhia, distribuição é a origem de 22%, transmissão por 11% e telecom por 5%. Aliás, este ativo, classificado como não core business da Copel, é considerado importante e que traz sinergias para a companhia.


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