O analista do UBS, Marcelo Sá, publicou hoje (19/03) relatório da Cemig analisando possíveis impactos econômicos da matéria publicada hoje no Valor Econômico, referente a eventuais inconsistências da estatal mineira nos indicadores de serviço de qualidade reportado em 2016/17. De acordo com o relatório, caso se confirme a fraude e se os corretos indicadores de qualidade (DEC e FEC) estiverem acima do nível mínimo requerido, a Aneel poderá iniciar um processo que pode vir a culminar na caducidade da concessão de distribuição da Cemig.

Perda da concessão é algo pouco provável segundo o UBS

Apesar de reconhecer isto como um fator de risco, o analista acredita que a probabilidade de perda da concessão é algo remoto, em virtude da complexidade do processo. Segundo o analista, em caso de fraude, a hipótese mais provável seria o pagamento de uma multa, assim como ocorreu com a AES Eletropaulo em 2015. O relatório ressalta ainda que a Cemig negou qualquer tipo de irregularidade, como também menciona uma recuperação dos níveis de qualidade.

Próximos eventos

Conclusão da processo de revisão tarifária e venda da participação na usina de Santo Antônio. Tais eventos, se confirmados, podem impulsionar o preço das ações da Cemig. A revisão tarifária preliminar anunciada pela Aneel veio acima da expectativa do analista (UBS: R$ 4.339 milhões vs. Aneel: R$ 4.770 milhões). O processo deverá ser concluído em maio.

O UBS também menciona como um evento positivo, a possível venda da participação da Cemig (18,1%) na usina hidrelétrica de Belo Monte para os chineses da State Grid, conforme matéria da Reuters publicada em 14/03. O valor patrimonial desta participação é de R$1,2 bilhão.

Preço Alvo: R$7,50/Ação

Recomendação: Neutra


 

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