O jornalista Kadu Palhano,  do portal da revista AUTO ESPORTE, conta como ele e sua mulher, a publicitária Anne Alves, abriram mão do carro e se movimentam sobre uma única roda por SP

De zero a dez, minha coordenação motora é nota quatro. Sei andar de bicicleta, bater palmas e correr sem tropeçar nas próprias pernas. Na aulas de aeróbica, passo vergonha. Nas de dança, virei meme. Se, meses atrás, alguém dissesse que eu estaria circulando por São Paulo em um monociclo elétrico, eu daria risada. Monociclo sempre foi coisa de malabarista de circo, algo distante da realidade de alguém que mal equilibra uma bandeja. “A Roda”, como minha mãe se refere a ele, com certo desprezo, entrou na minha vida por acaso.

Há três meses, esqueci a lanterna do carro acesa. Dia seguinte: bateria arriada. “Não conserta não!”, disse minha mulher antes de eu ligar para o seguro. “Vamos ver quanto tempo aguentamos sem carro.” Gelei. Diminuir o uso do carro era algo que vínhamos fazendo para evitar multas e engarrafamentos, mas abrir mão não me parecia uma boa ideia.

Para minha geração, carro sempre foi sinônimo de liberdade. Cresci cultuando o automóvel. Quase um fetiche. Há 15 anos moro em São Paulo. Até três anos atrás, nunca tinha andado de ônibus ou de metrô. Foi graças a Anne, minha mulher, que passei a usar mais o transporte público. Ela me ensinou a ver um mundo mais leve. Liberdade, para sua geração, é não depender de carro para se locomover. Anne considera o culto ao automóvel cafona, démodé. E é. Topei o desafio. “Mas só por um mês”, frisei. “Depois trocamos a bateria.”

Veja o restante da matéria em:

https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2019/02/troquei-meu-carro-por-um-monociclo-eletrico.html

 

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