• ANEEL enviou equipe a MG para acompanhar contenção de rejeitos de barragem em Brumadinho

  • ANA informou que UHE Retiro Baixo deve amortecer os rejeitos da barragem rompida

  • Cemig monitora situação para evitar danos à barragem de térmica e à UHE Três Marias

Para o Pontoon-e  torna-se muito difícil de comentar o ocorrido no rompimento da barragem da VALE de Brumadinho em Minas Gerais, em 25/1. Só lamentar e cobrar da VALE e das autoridades providências no socorro às vítimas e seus familiares. Além de exigir que todos estejam fiscalizando e monitorando outras barragens, para que não se repitam os casos de Mariana e agora de Brumadinho.

Para informação aos nossos leitores, publicamos abaixo o que os órgãos ligados ao nosso segmento estão divulgando sobre o assunto:

A ANEEL está em contato permanente desde sexta, 25/1, com a concessionária da UHE Retiro Baixo, usina localizada no rio Paraopeba (MG) e que deverá reter rejeitos oriundos do acidente com a barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho.  Uma equipe da ANEEL segue hoje, 26/1, para a região para acompanhar o trabalho de contenção.

A Retiro Baixo Energética, Sociedade de Propósito Específico (SPE) responsável pela Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, informou à ANEEL que já tomou as primeiras providências para conter a lama. Foi interrompida a operação da usina, realizados testes de vertedouro e fechadas as tomadas de água para preservar os equipamentos.

A empresa informou ainda à ANEEL que está em contato com as autoridades competentes para avaliar os reflexos causados pelo deslocamento da lama e tomar novas providências. A SPE Retiro Baixo Energético é formada por Cemig (49,9%), Furnas (49%) e Orteng (1,1%). A hidrelétrica tem potência outorgada de 82 MW e está localizada na região dos municípios mineiros de Pompéu e Curvelo. A barragem de Retiro Baixo foi fiscalizada pela ANEEL em 2018, e está em condições de segurança adequadas. O reservatório tem volume de 240 hectômetros cúbicos.

A Agência Nacional de Águas – ANA – informou em, 25/1, que os rejeitos de minério do rompimento da barragem da Vale devem chegar a hidrelétrica Retiro Baixo em dois dias. Isso, de acordo com a ANA, deve amortecer a onda de rejeito. A usina está a 220 quilômetros do local do acidente.

A Agência informou que está em “constante comunicação com os órgãos e autoridades federais e estaduais, inclusive no âmbito de recente Acordo de Cooperação sobre Segurança de Barragens, que está permitindo troca facilitada e mais rápida de dados sobre a situação no local do evento”. A Agência acrescentou que está monitorando a onda de rejeito e coordenando ações para manutenção do abastecimento de água e sua qualidade para as cidades que captam ao longo do rio Paraopeba.

A Cemig informou que está atuando para garantir a segurança da barragem da termelétrica Igarapé, localizada no rio Paraopeba, para que possíveis impactos sobre a instalação sejam minimizados. A empresa disse ainda que a mesma ação está sendo realizada na hidrelétrica Três Marias, do qual o Paraopeba é afluente.

A empresa desligou o fornecimento de energia para a Mina do Feijão, em Brumadinho, para garantir a segurança dos envolvidos nos resgates às vítimas do rompimento da barragem. A Cemig deslocou para o local equipes, que estão atuando em conjunto com as autoridades. “Ainda não há um levantamento sobre os danos causados ao sistema elétrico durante a ocorrência, mas a rede elétrica próxima ao curso dos rejeitos será desligada por questões de segurança”, anunciou a estatal de energia elétrica de Minas.

Fontes: Assessorias de comunicação da ANEEL, ANA e Cemig


 

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