O Dia Global de Project Finance do TXF em Praga, no início deste mês, divulgou alguns números importantes sobre as necessidades globais de infraestrutura, bem como algumas previsões sólidas sobre as tendências de financiamento para projetos de infra-estrutura e energia à medida que avançamos para uma era de infraestrutura sustentável.

Paul Nicholson, diretor de Project Finance e conteúdo de mercados de capital do TXF, destaca seus dez principais argumentos extraído das apresentações:

1. A necessidade global de investimentos em infraestrutura é de US $ 94 trilhões até 2040: urbanização e mudança climática são os dois maiores impulsores globais das necessidades em infraestrutura e a tecnologia é o principal fator de mudança, especialmente em energia e transporte.

2. É pouco provável que o financiamento bancário para projetos de infraestruturas sustentáveis ​​tenha um custo efetivo total diferente de empréstimos captados na modalidade de Project Finance tradicional; na verdade, o custo destes empréstimos pode ser até mais elevado em função dos diversos requisitos para financiar projetos verdes. O “Fator de Apoio Verde” (propostas da UE para incentivar os empréstimos bancários, reduzindo a alocação de capital para investimentos verdes) não é bem-vindo; os bancos não precisam de intervenções regulatórias para realizar empréstimos a projetos verdes.

3. As garantias de crédito e os produtos de risco, incluindo o seguro de risco político continuarão a ser uma característica essencial dos projetos em mercados emergentes ou aqueles ativos greenfield classificados como Subinvestimento.

4. É improvável que o mercado de títulos de dívida de projetos cresça significativamente para os projetos greenfield, pois os investidores estão desconfortáveis ​​com o risco de construção, mas o mercado de refinanciamento de títulos crescerá.

5. A ascensão de investidores institucionais, como fundos de pensão e empresas de seguro de vida, em ativos já em fase operacional crescerá à medida que mais administradores e gestores de ativos se sintam confortáveis ​​com esta classe de ativos de infraestrutura e com os investimento do tipo “core plus investing” (investimentos com risco considerado baixo a moderado).

6. Existe uma forte liquidez global para o Project Finance, mas uma escassez de projetos “bancáveis”, o que significa que continuará havendo lacunas de infraestrutura, tanto nas economias desenvolvidas, quanto naquelas em desenvolvimento. Em economias de fronteira, no entanto, até mesmo projetos “bancáveis” podem deixar de ser financiados sem garantias de crédito suficientes.

7. As Américas têm a maior lacuna de infraestrutura e a Ásia tem a maior necessidade de infraestrutura, de acordo com o Global Infrastructure Hub. Os maiores rendimentos para projetos serão para aqueles localizados na África, enquanto o risco político continua sendo o fator que mais pesa na classificação de crédito de um projeto para credores e investidores.

8. As PPPs entram e saem da cena política em várias jurisdições, mas continuam sendo o modelo padrão de redução de riscos para projetos do setor público para atrair financiamento privado e devem crescer em número à medida que os países desenvolvam novos planos de infraestrutura.

9. Os fundos de ações estão investindo cada vez mais em ativos de infraestrutura, no entanto, as estratégias de portfólio são conservadoras, com os ativos operacionais sendo uma das principais metas das economias desenvolvidas.

10. A Europa deverá prorrogar o EFS I (European Fund for Strategic Investments ) para projetos até 2020; o Reino Unido está comercializando megaprojetos, incluindo o projeto de expansão de US $ 14 bilhões do Heathrow e outros projetos menores para credores e investidores globais, enquanto a Rússia está desenvolvendo seu próprio mercado institucional para títulos de projetos.


 

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