Moreira Franco das Minas e Energia é um dos primeiros a dar instruções ao seu sucessor

O presidente Michel Temer e seus ministérios já se preparam para o período de transição para o governo que será eleito em 28 de novembro. Uma equipe chefiada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, apresentará em breve balanços e propostas para os sucessores.

Ministro das Minas e Energia, Moreira Franco já antecipou ao portal Poder 360 os “4 grandes nós” na área de energia, que pretende apresentar à equipe de transição do futuro governo. Ele afirma que equacionar esses pontos pode acabar com um grande problema: o alto custo da energia para empresas, indústrias e consumidores em geral.

São esses os problemas:

1) Modelo de preços – todo mês de setembro é necessário colocar “bandeira vermelha” e cobrar mais do consumidor. Como não se soubesse da variação ao longo do ano da situação dos reservatórios das hidrelétricas. É preciso no mínimo 1 novo modelo matemático;

2) Impostos e subsídios – é necessária transparência nas contas para o consumidor saber que está pagando mais caro devido a subsídios e impostos muito elevados. Ou, então, diminuir drasticamente os impostos e subsídios;

3) Regionalização do modelo – há regiões, como o Centro-Oeste, onde o biocombustível sai mais barato do que o investimento em hidrelétricas e linhas de transmissão. Em outras, como o Nordeste, a energia eólica e solar devem ser incentivadas;

4) Fim do empréstimo de Itaipu – após 50 anos, vence em abril de 2023 o empréstimo dos governos do Paraguai e do Brasil à binacional para construção da hidrelétrica. A empresa paga US$ 1 bilhão ao ano a cada país por esse empréstimo. O próximo governo deve negociar como esse dinheiro será usado para diminuir o custo da energia final ao consumidor.

Moreira Franco cita o exemplo da produção de alumínio. Em 2001 o Brasil disputava o 3º ou 4º lugar entre os produtores de alumínio no mundo. A energia elétrica era responsável por 27% do custo de produção. Hoje, representa 70% e o país caiu para o 11º lugar. “As indústrias de alumínio faliram ou foram produzir em outro país”, explica.

 

Fonte: Poder 360


 

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