O CEO da Neoergia, Mario Ruiz-Tagle, avalia que é necessária a criação de instrumentos de regulação do setor de energia capazes de garantir o adequado financiamento do setor como um todo.

Ruiz-Tagle ressaltou que é preciso atrair o interesse de investidores e convencê-los da rentabilidade dos projetos que irão garantir a expansão do sistema elétrico brasileiro. “O sucesso e crescimento do mercado passarão por conseguirmos os recursos para construir os projetos que atenderão ao aumento da demanda”, afirmou o CEO da Neoenergia, durante apresentação no 19º Encontro Nacional dos Associados da APINE com seus Convidados, realizado em Brasília.

Por isso, disse o executivo, é preciso uma regulação que garanta estabilidade, transparência e retornos adequados. Ao lado de CEOs de outras empresas do setor, Ruiz-Tagle destacou que o mercado regulado irá “existir ainda por muito tempo” e que o segmento de distribuição vive uma fase de transformação, com a expansão do mercado livre – cujos limites de consumo serão reduzidos gradualmente nos próximos anos.

Para Ruiz-Tagle, o mundo passa por um processo de digitalização, no qual a eletrificação da economia é fundamental. Para tal, afirmou, é necessário investir nas redes de distribuição e na digitalização – processo este que ampliará dessa demanda por energia.

“As redes consistem na espinha dorsal dessa transformação digital em curso e de todas as mudanças do setor. Precisamos assegurar investimentos para ampliar e digitalizar a rede de distribuição”, afirmou Ruiz-Tagle.

Na visão do CEO da Neoenergia, uma regulação adequada assegura ainda uma energia com custo competitivo – um desejo de todos os consumidores, reguladores, agentes e investidores.

Sobre a Neoenergia

Controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, a Neoenergia atua desde 1997 no Brasil. Desde então, ampliou as suas atividades e hoje possui ativos de distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia em 18 Estados. Reúne as distribuidoras Coelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP). As quatro companhias atendem a 13,9 milhões de clientes, o que corresponde a cerca de 34 milhões de pessoas – o que faz da Neoenergia o segundo maior grupo do Brasil em número de consumidores.

Um dos vetores de crescimento no Brasil são os investimentos em transmissão. O grupo possui três empreendimentos em operação (679 km de extensão) e 10 em construção (4,7 mil km). Em energia eólica, renovável, a Neoenergia possui 17 parques eólicos em operação (516 MW de capacidade) e outros 15 estão em construção (com mais 471 MW de capacidade). Já em geração hidrelétrica, os números são: 6 usinas em operação e 1 em construção, um total de 3.000 MW dos quais apenas 10% ainda em implementação. O grupo possui ainda termelétrica a gás natural de 533 MW. Destaque também para a comercialização de energia, que em 2018 cresceu 10%, com a venda de 1,5 GW/médios, acompanhando a tendência de ampliação do mercado livre.

Sobre a Iberdrola

A Iberdrola é líder global em energia renovável, pioneira na geração de energia eólica e uma das maiores empresas de eletricidade por valor de mercado no mundo. O Grupo está presente em vários países e fornece energia para cerca de 100 milhões de pessoas, principalmente na Espanha, no Brasil (Neoenergia), no Reino Unido (ScottishPower), nos Estados Unidos (AvanGrid) e no México. Com equipe de quase 34 mil pessoas e ativos superiores a 113 bilhões de euros, registrou um faturamento de 35 bilhões de euros e um lucro líquido de 3,014 bilhões de euros em 2018.

A Iberdrola lidera a transição energética para um modelo sustentável por meio de investimentos em energias renováveis, redes inteligentes, armazenamento de energia em escala e transformação digital para oferecer os produtos e serviços mais avançados aos seus clientes. Graças ao seu compromisso com a energia limpa, é uma das empresas com as menores emissões e uma referência internacional por sua contribuição para a luta contra a mudança climática e a sustentabilidade.

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