Canalenergia (Por Sueli Montenegro) | O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, confirmou a indicação do ex-diretor da Agência Nacional de Energia Eletrica Reive Barros dos Santos para a presidência da Empresa de Pesquisa Energética. Félix disse à Agência CanalEnergia nesta quinta-feira, 19 de abril, que a publicação do nome do ex-diretor no Diário Oficial da União “ocorrerá tão logo sejam cumpridos os trâmites burocráticos” para sua nomeação.

Originário da Chesf, onde ocupou cargo na diretoria da estatal, Reive Barros foi nomeado para a diretoria da Aneel em 2014. ele deixou a agência em janeiro desse ano, quando encerrou o mandato, e entrou em período de quarentena, conforme exige a lei para ocupantes de cargos nessas autarquias. Barros irá substituir na EPE o matemático Luiz Augusto Barroso, que integrou a equipe responsável pelas discussões do novo modelo do setor elétrico e da privatização da Eletrobras.

https://www.canalenergia.com.br/noticias/53058579/secretario-confirma-indicacao-de-ex-diretor-da-aneel-para-a-epe

A indicação de Reive Barros (ex-diretor da Aneel) para ocupar o cargo deixado por Luiz Augusto Barroso (ex-presidente da EPE) deve ser recebida com cautela por parte dos agentes, mas principalmente pelos investidores.

Ao mesmo tempo em que reconhecemos a dificuldade de se encontrar um substituto à altura de Luiz Barroso para a presidência da EPE, em virtude do excelente trabalho desenvolvido por este na recuperação da credibilidade da EPE junto aos investidores, é razoável supor que que existam dúvidas quanto a manutenção das diretrizes implementadas na EPE ao longo dos últimos dois anos.

No nosso entender, a principal virtude da “nova EPE” – era Barroso – foi abandonar o discurso e as ações pró modicidade tarifária a qualquer custo. O entendimento de que a expansão “sadia” da infraestrutura dependia, em grande parte, da sinalização de uma taxa de retorno adequada para os projetos foi a força motriz desta revolução.

Bons projetos (retorno adequado) atrairiam participantes de qualidade e, como resultado direto, competição aos certames. Competição, em um modelo de leilão reverso como o brasileiro, significa preços baixos (modicidade tarifária).

O mercado sente a falta de Barroso e acompanha com atenção os primeiros passos do novo “time” do Ministério de Minas e Energia. Bem vindo Reive!

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