O Banco Santander Brasil anunciou hoje uma nova oferta de crédito para a compra de equipamentos de geração elétrica solar, com novas linhas para clientes pessoa física e jurídica, além de produtores rurais. As novas taxas para financiamento dos chamados sistemas fotovoltaicos agora partem de 0,99% ao mês, abaixo do juro praticado atualmente, a partir de 1,69% ao mês. O objetivo do banco é impulsionar o mercado de energia renovável no País.

Com uma atuação no financiamento a energia solar desde 2013, atualmente a carteira do banco de financiamentos à geração solar soma cerca de R$ 100 milhões, e a previsão é realizar mais R$ 200 milhões nos próximos 12 meses. Ao final de 2021, a expectativa é ter realizado desembolsos de R$ 1,8 bilhão.

Conforme explicou o superintendente executivo de segmentos PF, Geraldo Rodrigues, atualmente cerca de 50% da compra de projetos de energia solar é feita com pagamento à vista e a outra metade por instituições financeiras e empresas integradoras. “É um mercado que tem tudo para crescer”, acrescentou, salientando que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê um crescimento exponencial do segmento, com alta de 57 mil instalações em 2018 para 276 mil até 2021. O Santander ainda pretende ampliar de 11% para 16% de participação no total de unidades geradoras de energia solar instalados no Brasil em três anos.

Além da perspectiva de forte aumento das instalações, que levará a um natural crescimento dos financiamentos, o Santander também projeta expansão por causa da ampliação da abordagem para o produto, que antes era oferecido apenas pela financeira do banco ou por intermédio dos fabricantes e instaladores de equipamentos, e que o banco incluiu na prateleira de ofertas disponíveis nas agências para clientes pessoa física ou jurídica.

A superintendente executiva de sustentabilidade, Karine Bueno, destacou, ainda, que com a redução das taxas – que chega a 0,99% no caso de correntistas do banco, para prazos até 36 meses, a 1,08% para 48 meses e 1,12% para produtor rural – o tempo de retorno do investimento reduz, e assim se expande o acesso de pessoas e empresas aos projetos de energia distribuída. “Tem um payback de quatro a sete anos, dependendo da região, nível de consumo. Anteriormente esse prazo chegava a dez anos”, disse.

Simulações feitas pelo banco apontaram que pequenos comércios ou empresas de pequeno porte localizadas em estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pará (onde o custo da energia é maior), o valor de um financiamento de cinco anos seria similar ao custo atual mensal com a energia, garantindo geração por 25 anos.

O Santander diz que parte dos recursos para os financiamentos pode vir de uma linha de crédito de US$ 100 milhões na CAF (banco de desenvolvimento da América Latina) que deve ser “prioritariamente” utilizada nesta modalidade de financiamento.


 

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