O preço dos combustíveis está atrelado ao mercado internacional. Há então duas componentes principais em jogo para nós brasileiros: a cotação do barril de petróleo (em USD) e a taxa de câmbio.R$/USD).

Os preços internos – especialmente após a paralisação dos caminhoneiros e do subsequente acodo com o Governo Federal – está gerando uma questão muito relevante: como lidar com os riscos dos preços dos combustíveis “na bomba”.

A tendência reinante é a de se achar uma solução para agradar em curto e médio prazos a população, “controlando” o preço através de um “mecanismo” assim como se ouve dos dirigentes oficiais.

Na prática estas medidas acabam transferindo, os custos para alguém “outro” – seja uma empresa (por exemplo a Petrobrás) ou os Estados, ou a União – ou ainda todos eles.

Ocorre que nenhum destes atores tem disponibilidade orçamentária para bancar este tipo de subsidio. O que deve ocorrer no nosso país é, mais uma vez, a utilização de “ferramentas de populismo” que acabarão por reduzir o orçamento dos programas sociais – afinal trata-se de um jogo de soma zero.

A mensagem é simples. Os riscos devem ser arcados, inteiramente por quem consome combustível. A maioria dos países que decidiram subsidiar são exemplos de péssimos resultados para toda a sociedade.

E então o que queremos: viver uma ilusão e pagarmos logo em seguida os custos associados ou basearmos nossas decisões na realidade nua e crua, assim como é?


Brazil: exchange rate and oil price risks

The price of fuel is linked to the international market. There are then two main components at stake for us Brazilians: the oil barrel quotation (in USD) and the exchange rate (R$/USD).

Domestic prices – especially after the truck drivers’ huge national strike and subsequent agreement with the Federal Government – is generating a very relevant discussion: how to deal with the risks of fuel prices “at the pump”.

The prevailing tendency is finding a solution to satisfy the population in the short and medium terms, “controlling” the price through a “mechanism” as it is heard from the official leaders.

In practice these measures end up transferring the costs to someone else – whether it is a company (for example Petrobras – the huge Government owned energy company) or the States, or the Union. – or all of them.

It happens that none of these actors have budget availability to pay for this type of subsidy. Bottom line: if subsidies (or whatver the name of the proposed control) are created then other soical programs will “pay for it” – after all it is a zero sum game.

The message is simple. Risks should be borne entirely by those who consume fuel. Most of the countries that have decided to subsidize are examples of poor results for the whole society.

And then what do we want: to live an illusion and then pay the associated costs or base our decisions on the actual true situation?


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
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