O Brasil é abençoado por múltiplas e robustas bacias hidrográficas.

Mesmo assim a escolha dos nossos dirigentes oficiais do setor elétrico recaiu por expandir o parque de usinas térmicas, – muito mais caras – e que hoje já tem uma proporção relevante em nossa matriz.

O resultado é bem conhecido. O custo da energia brasileira se tornou a mais cara entre os BRICS.

Para agravar, as usinas térmicas geram muito mais emissões que as hidroelétricas.

Com a expansão das energia solar e eólica em nossa matriz, a necessidade de usinas de retaguarda para acomodar sua intermitência, se torna ainda mais importante.

Seria ótimo se fosse feito um cotejo do que seria melhor para o pais em termos técnicos, financeiros, ambiental entre as usinas térmicas e a contratação de usinas com reservatórios importantes (e não as de fio d’água como tem sido a preferência).

Processos decisórios robustos são o passo inicial para o alcance e manutenção de competitividade – tão necessária para o Brasil.


“Thermal dams” make sense?

Brazil is blessed with multiple and robust hydrographic basins.

Even so, the choice of our official directors in the electricity sector fell due to expanding the number of thermal plants, – much more expensive – and which today already have a relevant proportion in our power matrix.

The result is well known. The cost of Brazilian energy has become the most expensive among the BRICS (Brazil, Russia, India, China and South Africa).

To make matters worse, thermal plants generate much more emissions than hydroelectric ones.

With the expansion of solar and wind energy in our power matrix, the need for back up power plants to accommodate their intermittency, becomes even more important.

It would be great if a comparison was made of what would be best for the country in technical, financial, environmental terms between the thermal plants and the contracting of plants with important reservoirs (and not the ones without dams as has been the preference).

Robust decision-making processes are the initial step towards achieving and maintaining competitiveness – so necessary for Brazil.


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
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