Não sei porque lembrei desse tom musical de gosto duvidoso interpretado por algum ícone da música popular brasileira, que tem feito a cabeça de alguns jovens. Mas vamos ao ponto. Que câmbio é esse, meu Deus?

Reflexo de duas coisas básicas e que estavam no radar de muita gente:

1. Trump com sua política fiscal expansionista e inflacionária continua dando coceiras nos dirigentes do FED para aumentar ainda mais as taxas de juros nos EUA. Prova disso é o yield dos US T.Bonds de 10 anos que após ter atingido 3.11% recuaram com a crise política na Itália ao compor seu novo governo por dois partidos eurocéticos e anti establishment: A Liga e o Movimento 5 Estrelas (M5S). Essa intempérie na formação do governo Italiano fez muitos investidores tomados em bonds europeus e italianos correrem para os braços dos bonds soberanos dos EUA, derrubando o yield desses últimos. Com o arrefecimento da desconfiança em relação ao novo governo italiano, os yield dos bonds dos EUA devem novamente continuar a atingir máximas ao longo dos dias, suscitando uma maior saída de capital do Brasil para aproveitar maiores retornos na terra do Tio Sam;

2. Maior risco político doméstico com as eleições e a provável recusa dos caminhoneiros e dos contratantes em aceitarem um frete mínimo. Esse último ponto, faço questão de abusar de uma interjeição: Ah vá! Quer dizer que se o frete mínimo estabelecido pelo governo estiver acima do frete de equilíbrio de oferta e demanda não haverá contratação de novos fretes? Não precisa nem ter um curso introdutório de economia básica (EAD) para perceber isso. Agora os caminhoneiros começam a mostrar novamente as garras, ameaçando parar novamente o Brasil. Parecem que gostaram da brincadeira.

Mais retorno lá fora e maior risco aqui dentro, a resposta do título do post é dada. Infelizmente essa é a tendência, maior depreciação cambial, devendo o câmbio bater novas máximas logo em breve.

Cabe ao BACEN se manter na sua retidão objetiva de manter os olhos apenas na inflação e não no câmbio per se, como alguns desesperados passaram a exigir da autoridade monetária.


 

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