Um dos desafios mais intrigantes para quem tem a incumbência de decidir sobre assuntos de energia, para empresas ou instituições, é o de estabelecer uma referência de preços para balizar decisões sobre sua contratação e de projetos de seu uso eficiente.

Uma das sugestões é o de usar a média móvel anual dos preços “spot”. Este critério evita as considerações sobre as sazonalidades do nosso sistema de geração de energia, que depende dos reservatórios e portanto das estações climáticas.

O gráfico que construi (acima) é justamente o da média móvel para a região sudeste centro-oeste traz informações valorosas para consideração. Até 2012 os preços pela média móvel eram relativamente baixos e apresentavam baixa volatilidade. De 2013 para cá os preços (média móvel) subiram fortemente assim como a volatilidade.

Há uma realidade nua e crua. Os preços altos e voláteis vieram para ficar! Nossa matriz está cada vez mais cara (dada a participação crescente das térmicas) e volátil pois os reservatórios diminuem ano a ano em termos de capacidade de armazenagem medida em meses de consumo nacional.

Para quem deseja ser realista, valerá a pena considerar a sinalização da média móvel anual. Ou será que faz sentido acreditar nas promessas de campanha que certamente surgirão a este respeito ?


Future power prices in Brazil

One of the most intriguing challenges for those who decide on power issues for companies or institutions is establishing a price reference to guide decisions about power deals and energy efficiency projects.

One of the suggestions that I use is the annual moving average of the spot power prices. This criterion avoids considerations about the seasonality of our energy generation system, which depends – and a lot – on the water reservoirs and therefore on the climatic seasons.


The chart I built for the south-west mid-west regions brings valuable information for consideration. It is plotted using the 12-month-moving-average. Up to 2012 prices were relatively low and had low volatility. As of 2013 prices have risen sharply as well as the associated volatility.

This is my evaluation: high and volatile prices are here to stay! Our matrix is ​​increasingly more expensive (given the higher share of thermal and more costly power plants) and volatile as reservoirs decreased year on year in terms of storage capacity measured in months of national power consumption.

For those who want to be realistic, the annual moving average is the name of the game! Or does it make sense to believe the presidential campaign promises that suggest “competitive and affordable power prices in Brazil ?”.


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
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