O  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje, 26 de outubro, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), de setembro de 2018. O IPP, que mede a variação de preços de produtos industrializados na porta de saída das fábricas, registrou inflação de 2,93% em setembro. A taxa ficou acima do 0,86% de agosto deste ano e do 1,48% de setembro de 2017.   O acumulado no ano chegou a 14,02% e nos 12 meses, a 18,20%.

indicador acumulado no ano (setembro/2018 contra dezembro de 2017) atingiu 14,02%, contra 10,78% em agosto/2018. Entre as atividades que, em setembro/2018, tiveram as maiores variações percentuais destacaram-se: indústrias extrativas (41,64%), outros produtos químicos (29,08%), refino de petróleo e produtos de álcool (24,98%) e outros equipamentos de transporte (19,52%).
Entre os fatores externos de maior influência no período avaliado, um dos principais destaques foi o comportamento do câmbio. O dólar subiu 4,76% no mês e, em um ano, 31,33%. Esse fator teve influência direta em diversos setores, como o setor químico (e.g. através do impacto na produção de adubo), petroquímico (refino de petróleo), e alimentos (impacto no suco concentrado de laranja etc).
Neste indicador, os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (2,86 p.p.), outros produtos químicos (2,80 p.p.), alimentos (1,71 p.p.) e indústrias extrativas (1,63 p.p.).
De agosto para setembro deste ano, entre as quatro grandes categorias econômicas, a maior inflação foi observada nos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, cujos preços subiram 3,84%.
As demais categorias tiveram as seguintes taxas de inflação: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (1,82%), bens de consumo semi e não duráveis (1,78%) e bens de consumo duráveis (0,82%).
Ainda na comparação com agosto, os preços subiram em 22 das 24 atividades pesquisadas pelo IBGE, com destaque para indústrias extrativas (12,82%), refino de petróleo e produtos de álcool (7,44%) e outros produtos químicos (4,52%).

Fonte: Agência Brasil (link), IBGE (link e link).

 

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