O ONS (Operador Nacional do Sistema) publicou nesta sexta-feira (26/10) o PMO (Programa Mensal de Operação) com as premissas do Programa Mensal de Operação para o mês de novembro de 2018, bem como os resultados de despacho térmico, CMO (Custo Marginal de Operação), energia natural afluente (ENA) e armazenamentos para a 1ª semana operativa do mês, de 27 a 02 de novembro.

Abaixo apresentamos um resumo e os principais destaques deste documento.

Highlights do PMO

Custo Marginal de Operação (CMO) | Para esta 1ª semana operativa de outubro, o CMO médio estabelecido para todos os submercados do SIN (Sistema Interligado Nacional) voltou a recuar passando de R$226,32/MWh para R$136,81/MWh (-39,6%), sinalizando mais uma redução do PLD em relação ao preço divulgado na semana anterior (R$229,71/MWh).

Vale destacar que a atualização da Função de Custo Futuro (FCF) foi novamente o principal fator que impactou na redução do CMO em todos os subsistemas do SIN.

Lembramos que o PLD para a semana de 27 a 02 de novembro será publicado nesta sexta-feira (26/10), no final do dia.

PMO (Outubro – 27 a 02/11) | Custo Marginal de Operação (R$/MWh)
 
Fonte: ONS

Energia Natural Afluente (ENA) | A ENA esperada pelo ONS para a 1ª semana operativa aponta para um expressivo aumento na afluência nos submercados SE (de 106% para 117%), NE (de 34% para 37%) e N (de 66% para 76%). Já a estimativa para o sul é de queda:S (de 132% para 102%). O ONS estima para o mês de novembro afluência recessiva apenas nos submercados nordeste e norte: NE (60%) e N (78%). Para os demais submercados a estimativa é de hidrologia acima da média histórica (MLT): SE (109%), S (103%).

PMO (Outubro – 27 a 02/11) | Energia Natural Afluente (%MLT) 
 
Fonte: ONS

Armazenamento | Para o mês de outubro (26/10) os valores esperados dos níveis de armazenamento final pelo ONS são: SE (20,6%), S (68,9%), NE (25,9%) e N (19,0%). Já a estimativa para o nível dos reservatórios para o final de novembro (30/11) publicada é a seguinte: SE (20,4%); S (65,9%), NE (26,1%) e N (19,0%).

PMO (Outubro – 27 a 02/11) | Nível dos Reservatórios no dia 30/11 (%) 
 
Fonte: ONS

Carga de Energia | De acordo com o PMO publicado hoje, referente ao mês de novembro, o ONS estima crescimento da carga no SIN de +2,0%. Este crescimento reflete a expansão do consumo na quase totalidade dos submercados: SE (2,4%), S (2,9%) e NE (+1,3%). A exceção foi o submercado N (-0,9%).

PMO (Outubro – 27 a 02/11) | Carga de Energia (MW médios)Fonte: ONS

ONS reduz CMO e carga de energia. A redução do CMO médio de R$226,32/MWh para R$11/MWh (-40%) estabelecido para todos os submercados do SIN, sinaliza que o PLD a ser divulgado no final do dia será bem inferior ao PLD médio da última semana (R$229,71/MWh). Assim como observamos na semana anterior, a decisão do ONS em efetuar mais um corte agressivo no CMO foi decorrente da queda da Função de Custo Futuro, fruto da excelente hidrologia ocorrida na última semana.
Pontoon-e projeta PLD da 1ª semana <R$140/MWh. Esta forte redução do CMO, explicado em grande parte pela expectativa de melhora da vazão futura, certamente impactará o PLD a ser anunciado no final do dia e consequentemente a projeção de preços dos agentes para a próxima semana. Nossa estimativa é de um PLD inferior a R$140/MWh, sinalizando para a adoção da Bandeira Tarifária Amarela (+R$10/MWh) já no mês de novembro. 
Dito isto, qual a tendência? No último dia 21/10 a Pontoon-e atualizou a sua curva de preços futuros, já incorporando premissas hidrológicas mais agressivas, o que resultou em corte expressivo nas nossas projeções de preço da energia para os meses de novembro (-16,6%), outubro (-15,3%), dezembro (-15,5%), fevereiro (-13,4%) e março (-12,6%). Tais cortes foram fruto da utilização de premissas de afluência mais favoráveis referentes a ENA mensal para o Out/18 (de 90% para 95%), além do efeito cascata disto sobre os demais meses.
Diante do novo cenário apresentado pelo ONS, iremos revisitar nossas projeções de PLD ao longo deste final de semana, o que deverá implicar em novos cortes “accross-the-board”. De qualquer forma, o cenário acima exposto abre espaço para novas correções negativas no preço da energia.
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