A resposta, claro, é muito simples.

As tarifas mais caras, de ponta sinalizam a conveniência de custo para o cliente, em evitar o máximo possível de consumo este horário, transferindo-o para fora de ponta, quando é mais barato.

Para o lado da oferta, a vantagem de assim poder atender um consumo maior de energia com a mesma infra-estrutura de geração, transmissão e distribuição. Evita-se assim investimentos em aumento de capacidade apenas para atender consumos mais elevados.

O pressuposto minimo é o de que os horários de ponta e fora de ponta estejam aderentes á realidade.

Ocorre que a ponta do sistema nacional está variando. Sempre foi no horário “oficial” entre 17h30 e 20h30. Mas há muitos meses nota-se que pode também ocorrer no meio da tarde. As razões incluem as mudanças da oferta (geração distribuída por exemplo), as novas fontes (mais intermitentes) e mais recentemente a pandemia.

Faz-se necessário adequar os horários convencionados de ponta e fora de ponta – sob pena de se sinalizar erradamente e consequentemente obter o efeito contrário: aumento de custos por conta de um erro de sinalização.

Será que os dirigentes do setor elétrico terão iniciativa e comprometimento em “fazer acontecer”. Ou será mais um custo a ser pago por todos os clientes?


What are time of use rates for?

The answer, of course, is very simple.

The most expensive, on-peak rates signal the convenience of avoiding as much as possible consumption of these hours, transferring it to the off-peak hours, when it is cheaper.

On the supply side, the advantage of being able to meet higher energy consumption with the same generation, transmission and distribution infrastructure. This avoids CAPEX investments.

The assumption – of course – is that peak and off-peak hours are in line with reality.

It turns out that the peak of the Brazilian national system is varying. It was always on the “official” schedule between 5:30 pm and 8:30 pm. But for many months it has been noted that it can also occur in the middle of the afternoon. The reasons include changes (distributed generation for example), new power sources (more intermittent) and more recently the pandemic.

It is necessary to adjust the official peak and off-peak hours – under penalty of being wrongly signaled and consequently obtaining the opposite effect: increased costs due to a misalignment error.

Will the leaders of the electric sector have the initiative and commitment to “make it happen”. Or is it just another cost to be paid by all customers (“business as usual”)?


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
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