As esferas do Poder (Municipal, Estadual e Federal) atuam com orçamentos sistemicamente desequilibrados. Para evitar sanções (já que formalmente está em vigor a lei da responsabilidade fiscal), convenciona-se oficialmente “aceitar um déficit”.
É como um orçamento familiar.

Consideremos duas famílias. Uma que usa o cartão de crédito mas não consegue pagá-lo em dia, gerando passivos que aumentam exponencialmente, endividando a família e colocando-a numa situação de fragilidade. Outra, define o critério de que as despesas totais devem ser inferiores às receitas para sempre estarem equilibrados.

Se olharmos em longo prazo a família endividada terá de fato tido um padrão de vida muito mais baixo que a família disciplinada. A diferença é o custo extra, enorme, do dinheiro emprestado.

Na vida pública é igualzinho.

O déficit gera uma carga crescente e explosiva de custos. O resultado prático é visto na degradação inexorável dos serviços públicos. Postos de saúde e hospitais que não atendem a demanda, a infraestrutura do país que está cada vez mais longe da competitividade, as empresas controladas pelo poder público gerando perdas econômicas e financeiras gigantes, as escolas que entregam cada vez mais alunos analfabetos e a lista vai longe.

Seria necessário cortar as despesas para equilibrar rigorosamente o orçamento. Com um único objetivo: viabilizar uma vida melhor para todos, sempre.


Brazilian country budget: a national shame 

Municipal, State and Federal governments work with budgets systemically unbalanced. In order to avoid penalties (since formally the law of fiscal responsibility is in force), it is officially agreed (Congress) to “accept a deficit”.

It’s like a family budget.

Consider two families. One that uses credit cards but can not pay it on time, generating liabilities that increase exponentially, indebting the family. Another defines the criterion that the montly expenditure must be always lower than the revenue – to always be balanced.
If we look in the long term the indebted family will in fact have a much lower standard of living than the disciplined family. The difference is the huge, extra cost of borrowing money (its cost is about 350% per year – yes … there is no mistake in this value)

In public life it’s just the same.

The deficit generates an increasing and explosive cost burden. The practical result is seen in the inexorable degradation of public services. Healthcare centers nd hospitals that do not meet the demand, the infrastructure of the country that is increasingly behind the competition, companies controlled by the public psector generating huge economic and financial losses, schools that deliver more and more illiterate students and the list goes far.

It would be necessary to cut spending to rigorously balance the budget. With a single goal: to make life better for everyone.


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
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