Desculpe-nos desapontá-los, mas o questionamento não se refere ao cenário político brasileiro, especialmente sobre as eleições que se aproximam. Hoje falaremos do inigualável século XX.

Não houve século na história da humanidade que tenha sido tão marcante e irracionalmente veloz como o XX, quase todos os eventos acontecidos nesses “míseros” 100 anos foram decisivos para o destino de toda a Humanidade, e para sempre. Duas grandes guerras ceifaram quase 66 milhões de vidas. Em 1939 o planeta abrigava cerca de 2,3 bilhões de pessoas, somente a segunda guerra matou mais de 50 milhões, ou seja 2,3% da população pereceram.

Sistemas políticos inteiros surgiram e desapareceram nesse período, o Comunismo estreou como sistema oficial de governo após a assinatura do tratado de Brest–Litovsk na Alemanha e sucumbiu 73 anos e milhões de mortos depois junto com a queda do Muro de Berlin.

No começo dos anos 30 um simples cabo austríaco, sem nunca ter antes trabalhado em qualquer emprego significativo consegue ser nomeado chanceler da Alemanha, esse foi Adolf Hitler, um hipnotizador das massas traumatizadas pelos efeitos nefastos da crise financeira do pós primeira guerra mundial. No voto popular ele ganha poderes totais e orquestra uma das maiores catástrofes humanas da história.

Nos transportes saltamos do 14-Bis à Apolo XI posando na Lua em um lapso ínfimo de tempo, foram apenas 62 anos. Entre voos em aeroplanos de madeira e pano até a travessia do Atlântico em um Concorde supersônico com mais de 100 pessoas a bordo foram 50 anos. É simplesmente alucinante!

No sanduiche do entre guerras o “crash” da bolsa americana espalha uma crise global a partir de 1929, catalisando eventos decisivos que reformataram o mundo geopolítico por décadas.

Nas artes e na música o agito não foi menor, de Ernest Hemingway a Pablo Picasso, de Charlie Chaplin aos Beatles e na explosão da sétima arte, não houve monotonia.

A computação sai da ficção científica e da matemática teórica em salas com máquinas gigantescas que ocupavam prédios inteiros para as mesas das casas de parte significativa dos cidadãos do planeta. Surge a internet e cria-se um inimaginável mundo novo de possibilidades e conexões.

Tudo isso e muito mais em apenas 100 anos, de 1901 até 2000. Estamos agora no século XXI, mais precisamente no final do 18º ano, se assumirmos que o ritmo da história se repete, veremos que na escala do tempo estamos ainda no final da adolescência, mal começamos nossa caminhada, se fizermos uma projeção baseada no século passado veremos que um cidadão em 1918 certamente não teria visto ou vivido ainda as mudanças mais impactantes que vieram, é aí que estamos. A internet das coisas e a energia abundante combinadas com novos materiais, como o grafeno, por exemplo, irão mudar o mundo que conhecemos, é certo que mal imaginamos como será a vida em 2100. Serão muitos desafios para a humanidade, teremos o “machine learning”, máquinas que aprendem, com inteligência artificial, indústria 4.0, a mídia descentralizada e uma inédita  abundância de fontes renováveis e ilimitadas de energia para alimentar tudo isso.

Nosso dia a dia na Pontoon-e será trazer de forma didática e clara todo o conteúdo desse mundo novo, apoiando quem se dispuser a abraçar o desafio de entrar a toda velocidade nesse século XXI, vamos apertar os cintos e fazer parte dessa história.


 

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Alex Pomílio
Atua em consultoria na área de gestão estratégica, com foco principal em questões ligadas ao setor de energia elétrica, indústrias elétro intensivas e energo intensivas. Avaliação de projetos de investimentos em projetos de geração e comercialização de energia elétrica, “Project Finance”, financiamento e estruturações na área. Atua também em processos de reorganização estratégica de empresas, fusões e aquisições. • MBA em Gestão de Energia Elétrica na FIA-USP (em curso) • Pós-Graduação em Administração de Empresas pela FGV-SP • Pós-Graduação em Economia Industrial pela UNICAMP • Cursos internacionais em Estratégia e Desenvolvimento de Negócios pela Columbia University de Nova Iorque e IMD na Suiça • Engenheiro de Materiais pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) com especialização em Ciência de Polímeros • Atualmente Conselheiro Consultivo da Pisa Indústria de Papéis, Nórdica Energia e BO Paper (antiga Stora Enso Arapoti) e “Business Partner” da Wave Corporation, atuando no desenvolvimento de negócios focado em Energia Elétrica • Foi Diretor Geral da Pisa Indústria de Papéis, Nórdica Energia e BO Paper, tendo passado nesse mesmo grupo pelas posições de Diretor de Vendas, Diretor de Energia e Novos Negócios e Diretor de Relações Externas • Foi Diretor Geral da Magna International do Brasil e anteriormente Diretor de Vendas e Engenharia para América do Sul • Executivo de outras empresas como Delphi Automotive (ainda no Grupo General Motors e Plascar Autopeças)

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