As principais cidades euro­peias já anunciaram a proibi­ção de carros movidos a combustão e colocaram os carros elétricos como alter­nativa para o futuro. No Bra­sil, porém, o único à venda é o BMW i3, que a reportagem testou nesta semana.

Dirigir um carro elétrico, para quem sempre usou veícu­los a combustão, é uma experiência diferente. Ao dar a partida, o silêncio permanece dentro do i3. Só o painel aceso indica que ele já está ligado.

O pé cravado no acelerador resulta numa aceleração de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos. Digno de esportivo.

Andando dentro do limite de velocidade, o freio se torna item dispensável. Ao ver o semáforo fechado, é só tirar o pé do pedal que a velocidade diminui até a parada total.

O modelo é movido 100% a eletri­cidade, embora tenha um motor a gasolina de 600 cm3que não move o carro, mas carrega a bateria quando a carga chega a 20%. Ele fornece mais 140 km de autono­mia, mas quem anda menos do que os 160 km garantidos pela eletricidade quase nun­ca vai precisar abastecer o tanque de nove litros.

O gestor hospitalar Edgar Escobar, 51, é um dos donos de um BMW i3. Escobar, que é presidente da Abra­vei (associação de donos de carros elétricos), viaja o Bra­sil com seu carro e diz ter uma economia de R$ 15 mil em combustível por ano.

“Carregar as baterias au­mentou a minha conta mensal de luz em R$ 45”, afir­ma. A BMW estima que cada carga completa, incluindo impos­tos, custe cerca de R$ 14.

Segundo Henrique Miran­da, gerente de projetos de marketing da montadora, o recomendado é que seja ins­talada uma estação de carga na casa do cliente.

“Ela é mais segura, já que a ligação elétri­ca é própria para o aparelho”, afirmou. O custo do aparelho instalado na garagem é de R$ 7.500.

Na cidade de São Paulo, o motorista de carro elétrico não entra no rodízio. A prefeitura também devolve 40% do valor do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Auto­motor) após o pagamento.

Como não há troca de fluidos, a manutenção passa a ser menos frequente. Até os cuidados com os freios são menores, já que o próprio motor diminui bastante a ve­locidade do carro quando o motorista tira o pé do acelerador, poupando as pastilhas e os discos.

 “O motorista vai ter um custo maior depois que os oito anos da garantia das bate­rias acabarem”, diz Miran­da. Segundo ele, cada um dos oito módulos, hoje, custa cerca de R$ 15 mil e pode ser trocado individualmente conforme falhas aconteçam.É preciso lembrar que o carro testado pela reportagem não es­tá mais à venda. A nova ver­são do BMW i3 deve chegar às lojas em meados deste mês por cerca de R$ 200 mil.

A grande novidade dessa atualização será a autonomia maior, prometida para 300 km com eletricida­de, mais os 140 km do extensor a gasolina. O motor elétrico será prati­camente o mesmo, mas com cinco cavalos a mais, chegando a 175 cv.

O novo i3 vai puxar a fila de novos elétricos. Além dele, já estão confirmados para este ano o Nissan Leaf e o Volkswagen Golf GTE. A Chevrolet não confir­ma, mas também pode trazer o Bolt ainda em 2018.

  • Modelo  BMW i3 REX
  • Preço* R$ 159,9 mil 
  • Motor traseiro, elétrico
  • Potência 170 cv a 1 rpm (rotações por minuto)
  • Torque 25,5 kgfm a 1 rpm
  • Transmissão tração traseira, câmbio automático de uma marcha
  • Peso 1.315 quilos
  • Porta-malas 260 litros
  • Pneus dianteiros 155/70 R19; traseiros 175/65 R19
  • Aceleração (0 a 100 km/h) 7,8s
  • Retomada (80 a 120 km/h) 7,9s
  • Comprimento 4 metros
  • Entre-eixos 2,57 metros
  • Largura 1,77 metro
  • Altura 1,58 metro

*último preço sugerido


 

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