Resumo das mais relevantes notícias dos principais jornais  de hoje, quarta-feira, 22 de agosto:

(i) Noticiário do Brasil:

– Os principais jornais brasileiros e a agência Reuters deram destaque à taxa de câmbio ter superado os R$ 4 e enfatizaram que o movimento de ontem no Brasil não estava associado à volatilidade internacional, pois não foi acompanhado por outros países emergentes. Além disso, ressaltaram o impacto na Bolsa, o que indica um movimento amplo de saída de capitais e fuga do risco. O jornal Valor Econômico também ressaltou em sua manchete o momento positivo dos resultados das empresas listadas, como indicado pelos Balanços trimestrais publicados.

ESTADÃO:

“Pesquisa leva dólar a R$ 4 e faz campanhas revisarem estratégias

(…) A alta foi alimentada pela mais recente pesquisa Ibope-Estado-TV Globo para presidente, que mostra Jair Bolsonaro (PSL) isolado na liderança (…)

Escalada da moeda americana em relação ao real foi na contramão do mercado internacional ontem, (…)”

FOLHA de São Paulo:

“Dólar passa os R$ 4, em meio a pesquisas de intenção de voto

Em uma reação do mercado ao resultado de pesquisas eleitorais, o dólar subiu 2% e terminou o dia acima de R$ 4 pela primeira vez desde fevereiro de 2016.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas na Bolsa brasileira, recuou 1,5%, atingindo a menor pontuação em seis semanas.”

O GLOBO:

“Cenário eleitoral indefinido leva dólar a ultrapassar R$ 4

Entre 24 moedas emergentes, real teve a maior queda ontem. Perdas de ações de estatais fizeram Ibovespa recuar 1,5%”.

REUTERS:

“Dólar salta para R$4 pela primeira vez desde fevereiro de 2016 com preocupações com cenário eleitoral

Ibovespa fecha na mínima em quase 6 semanas com receios sobre eleição.”

VALOR ECONÔMICO:

“Balanços mostram Trimestre de Lucros”;

“Eleição leva dóla a R$ 4 e BC pode voltar aos swaps

O risco de o PT ir para o 2º turno levou o dólar à maior cotação desde fevereiro de 2016 e também afetou a bolsa. A alta da moeda americana volta a colocar no radar uma possível intervenção do Banco Central com swap cambial, ferramenta que equivale à venda de dólares no mercado futuro”

(i) Noticiário do Internacional:

– No exterior, o foco é o noticiário político, que deve levar a um enfraquecimento de Trump, inclusive com a volta à discussão do tema de impeachment. Sobre Economia, a atenção dos principais jornais internacionais está nos movimentos recentes do mercado acionário americano, quebrando recordes como resultado do ciclo prolongado de crescimento da economia americana. Esse movimento tem sido ampliado pelo maior apetite por investimentos, resultante dos cortes de impostos aprovados por Trump, e da fuga de capitais do risco dos emergentes. Uma importante notícia para o Brasil aparece no artigo do Wall Street Journal sobre a agenda de imposição de tarifas sobre importações de automóveis, que está em revisão devido a pressões da indústria automobilística. No campo energético, uma interessante notícia em destaque no New York Times sobre investimentos em areias betuminosas no Estado de Utah, que teriam algumas vantagens ambientais e logísticas com relação a ativos semelhantes no Canadá. Caso esses investimentos sejam bem sucedidos, a tendência é de ampliar ainda mais a oferta de petróleo norte-americano, com possíveis efeitos de queda nos preços internacionais, algo importante para os investimentos da Petrobras no pré-sal.

 

THE WALL STREET JOURNAL:

“U.S. Stocks Poised to Enter Longest-Ever Bull Market

The latest leg of the record bull run has been driven by booming U.S. economic growth, strong quarterly corporate earnings”;

“Trump Auto Tariff Timetable Likely to Slip

The Trump administration is likely pushing back its timetable for imposing tariffs on auto imports, easing concerns of many in the auto industry who have widely opposed the duties.”

FINANCIAL TIMES:

“Stock rally eases as political risk factors rise

Momentum from Wall Street bull run fades, dollar steady ahead of Fed minutes”;

THE NEW YORK TIMES:

“Betting Utah Sands Will Be the Next Great Oil Source

Backers say their method will avoid the environmental toll incurred in Canada’s oil sands — some others aren’t so sure — and will yield profits at half the current price of crude.”


 

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