Segmento de Transmissão dobra de tamanho com a conquista de quatro lotes no leilão de dezembro da Aneel. Grupo passa a atuar em 18 estados brasileiros. 

Instituto Neoenergia passa a reunir todas as iniciativas de apoio a projetos sociais, culturais e ambientais da Neoenergia.

As quatro distribuidoras registraram avanços no indicador de qualidade de Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor (DEC), ficando abaixo dos limites estabelecidos pela Aneel.

A Neoenergia divulgou nesta quinta-feira (14/2) seus resultados econômico-financeiros de 2018, com destaque para o lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 1,5 bilhão (278% a mais em relação a 2017) e para o EBITDA, que alcançou R$ 4,6 bilhões (mais 47,1% do que no ano anterior). A Receita Operacional Líquida (ROL) saltou de R$ 20,5 bilhões, em 2017, para R$ 26 bilhões em 2018 – um crescimento de 27%.

Entre os fatores que impactaram positivamente esse resultado estão a incorporação plena da Elektro Holding, sobretudo a Elektro Redes, as revisões tarifárias de Coelba e Cosern, definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em abril, e ainda os reajustes anuais de Celpe e Elektro, ocorridos, respectivamente, em abril e agosto.

A Neoenergia registrou em 2018 uma significativa etapa de expansão de seus negócios, com destaque para o segmento de Transmissão. Com a conquista de quatro dos 16 lotes do leilão 04/2018 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em dezembro, o grupo amplia sua atuação nas regiões Sul e Sudeste, com linhas e subestações nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. As operações do grupo se espalham agora por 18 estados brasileiros.

Na esfera organizacional, o lançamento do Instituto Neoenergia, em novembro, foi um marco. Ele passou a concentrar todas as iniciativas de apoio a projetos sociais, culturais e ambientais do grupo, em linha com as diretrizes globais do Comitê de Fundações da Iberdrola. O instituto atua em consonância aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), frente na qual nosso controlador Iberdrola é líder mundial.

A evolução em indicadores de qualidade também foi sensível em 2018. As quatro distribuidoras do grupo – Coelba (Bahia), Celpe (Pernambuco), Cosern (Rio Grande do Norte) e Elektro Redes (São Paulo e Mato Grosso do Sul) – tiveram melhora no indicador de Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor (DEC), ficando abaixo dos limites regulatórios fixados pela Aneel. Os destaques foram a Coelba, que baixou seu índice de 19,83 (2017) para 14,44, e a Celpe, que reduziu o seu de 16,97 (2017) para 12,45.

A melhora nos indicadores de qualidade é um reflexo positivo dos investimentos na modernização e na expansão dos serviços para 13,8 milhões de clientes atendidos pelas distribuidoras – mais de 34 milhões de pessoas, quase 20% da população brasileira. Entre os investimentos em Distribuição mais relevantes de 2018 estão a expansão do projeto de redes inteligentes (smart grid) em Atibaia (SP) e o armazenamento de energia elétrica gerada por fonte solar em Fernando de Noronha (PE).

No segmento de Geração, fato marcante foi a conclusão das obras da UHE Baixo Iguaçu, no oeste paranaense. Com 350 MW de capacidade instalada, a usina foi autorizada pela Aneel, no início de fevereiro, a colocar em operação comercial sua primeira unidade geradora.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *