O deputado Fábio Garcia (DEM-MT) segue pressionado para que alguns problemas enfrentados pelo setor elétrico sejam incluídos, por meio de emenda, no texto final do Projeto de Lei 1.917, que trata de permitir que todos os consumidores de energia possam escolher seu fornecer até 2028.

Em reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FISP) nesta terça-feira, 20 de junho, o deputado disse que é sensível as questões do setor elétrico, como o problema do GSF que impede o pleno funcionamento do mercado de energia ou a controvérsia envolvendo a indenização das transmissoras (RBSE), mas disse que ele não pode correr o risco de incluir temas que possam dificultar ainda mais a aprovação do PL, sob o risco de prejudicar todo um trabalho construído pela equipe do deputado Fernando Coelho Filho na Consulta Pública 33.

“Não vou conseguir resolver todos os problemas do setor de energia elétrica nesse projeto e, se tentarmos, não teremos chances nenhuma de aprovar. Obviamente que quanto eu resolvo um problema eu imponho a outro um custo que e talvez ele não quer assumir”, disse.

O relatório do deputado recebeu 105 emendas. A CP 33, que trata da modernização do setor elétrico, contou com a participação de 200 instituições e mais de 2 mil contribuições. O texto final do PL 1917 será apresentado na próxima semana e precisa passar pela aprovação dos membros da comissão. O relatório pode ser objeto de pedido de vistas. A votação está prevista para acontecer antes do recesso parlamentar.

“No ambiente que a gente tem hoje no Congresso, nenhum projeto é fácil de aprovação. Por isso que eu tenho insistido em manter o consenso que foi construído no excelente trabalho feito pelo ministro Fernando Coelho e sua equipe através da CP 33”, disse Garcia.


 

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