SÃO PAULO (Reuters) – O Ministério Público de São Paulo ingressou com ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de São Paulo e candidato a vice-presidente na chapa do PT, Fernando Haddad, em que pede a condenação do petista por enriquecimento ilícito e a suspensão de seus direitos políticos, informou o MPSP nesta terça-feira.

Na ação com data de segunda-feira, que foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo, a promotoria afirma que Haddad “tinha pleno domínio” do pagamento de uma dívida de 3 milhões de reais da campanha de 2012, quando concorreu à prefeitura de São Paulo, com recursos de caixa 2 da empreiteira UTC, o que configura enriquecimento ilícito segundo a Lei de Improbidade uma vez que a dívida de campanha estava atrelada ao ex-prefeito.

O MPSP pediu a condenação de Haddad e de mais 11 pessoas e/ou empresas pela prática de ato de improbidade, além da perda de valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, a suspensão dos direitos políticos de oito a 10 anos e o pagamento de multa, entre outras punições.

O teor da ação de improbidade apresentada pelo Ministério Público paulista é semelhante ao de denúncia feita à Justiça Eleitoral em maio pela Promotoria Eleitoral contra Haddad por suposto caixa 2 na campanha de 2012. Haddad nega que tenha cometido irregularidades na campanha.

“O ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad informa por sua assessoria que respeita a decisão judicial, ainda que tenha demonstrado com documentos que todo o material gráfico produzido em sua campanha foi declarado e que não havia razão para receber qualquer recurso não declarado da UTC”, disse a assessoria de imprensa de Haddad em nota oficial nesta terça-feira.

Haddad é o provável substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cabeça da chapa do PT para a eleição presidencial caso Lula seja impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa, uma vez que está preso desde abril por condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP).

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Ana Mano, em São Paulo; Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília

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