Ministro participou da abertura do seminário “Incentivos ao Desenvolvimento de Hidrelétricas no Brasil”, no Rio.

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, participou ontem , 12/11, do seminário “Incentivos ao Desenvolvimento de Hidrelétricas no Brasil”, no Rio de Janeiro. Promovido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o evento foi realizado em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine).

Convicto de que o setor elétrico brasileiro vive hoje um momento dramático, e que o modelo adotado pelo País precisa mudar para avançar, o ministro Moreira Franco destacou, em sua fala de abertura do evento, que as inovações hoje praticadas no setor de óleo e gás precisam também ser implementadas no setor elétrico. “O grande desafio que o setor tem é o de ousar. Coisas ruins trazem coisas boas, e se não tivéssemos passado pela mais grave crise econômica da nossa história, estaríamos vivendo o mais profundo e amplo apagão da nossa história. Não teríamos a energia necessária para que pudéssemos sustentar taxas de crescimento de 2,5% ao longo de alguns anos”, enfatizou o ministro.

Moreira Franco voltou a falar sobre o custo da energia no Brasil. Segundo ele, muito cara, tanto para o cidadão comum como para as empresas. Citou como exemplo o ano de 2003/4, quando o custo final da energia para a produção de alumínio era de 27%, e hoje chega a 70%. “Naquele período o Brasil ocupava o quarto ou o quinto lugar na produção de alumínio. Hoje, somos o 11º”, lembrou. “É impossível que possamos garantir qualquer tipo de produtividade com essas discrepâncias tão destruidoras. Creio que esta realidade impõe a todos nós uma capacidade de nos indignar e de querer mudar essa realidade. Essa realidade tem que mudar com uma ampla avaliação do modelo do sistema elétrico brasileiro”, acrescentou.

O ministro também lembrou da importância das pequenas e médias hidrelétricas. “Não adianta trabalharmos numa estrutura soviética com grandes empresas. Precisamos de empresas médias e pequenas. Essa convivência das grandes hidrelétricas com outras menores, aproveitando oportunidades para ali desenvolver seu potencial humano e ganhar o seu dinheiro. É dessa maneira que vamos fazer uma costura para que um país deste tamanho possa ser atendido e sobreviver”.

Moreira Franco concluiu seu discurso afirmando: “O desafio não é de contribuir para ter um PIB fantástico, mas cumprir uma tarefa muito mais nobre e importante do ponto de vista econômico e social, que é garantir a todos energia elétrica barata”.

 

Fonte: Assessoria de comunicação social do MME


 

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