Em meio à polêmica, mercado de geração distribuída triplica, puxado pela energia solar

O mercado de geração distribuída triplicou em 2019, atingindo 2,1 GW de potência instalada em mais de 170 mil sistemas, que atendem a 226 mil consumidores de energia – apontado como um efeito da revisão das regras, que colocou o assunto na agenda nacional.

Nesta edição, destacamos o perfil da geração distribuída, majoritariamente composta por pela fonte solar fotovoltaica, com sistemas que ficaram mais potentes em 2019 e se consolidaram como um grande mercado em cidades de pequeno e médio portes.

A proposta da  de reduzir descontos aplicados no cálculo dos créditos aos que os consumidores têm direito, ao injetar a energia na rede de distribuição – o debate entre “taxar o sol” versus redução de subsídios –, provocou uma corrida por novas conexões…

…Especialmente, de consumidores residenciais, que geram energia nos telhados de casa. Essa demanda também é responsável pela interiorização da geração distribuída, para cidades com menos de 50 mil habitantes.

Em quantidade de projetos, os maiores mercados continuam sendo em Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, que crescem constantemente desde 2014. Ano passado, o Paraná assumiu a 4ª posição, ultrapassando Santa Catarina.

O principal mercado emergente é o do Centro-Oeste, com  muitos sistemas instalados e um crescimento da demanda superior à média nacional.

No Nordeste, destaques são Bahia, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Maranhão e, no Norte, o Pará – estados com milhares de micro e minigeradores e crescimento acelerado em 2019.

Empresas de telefonia e bancos lideram capacidade de geração distribuída

Apesar de os consumidores residenciais representarem a maior parte do mercado – mais de 147 mil unidades consumidoras, cerca de 70% gerando energia localmente –, a revisão das regras pela Aneel afeta os negócios de grandes empresas de atuação nacional.

No topo do ranque de potência instalada, estão as empresas Claro e Tim e os bancos Santander e Caixa Econômica Federal; além de desenvolvedoras de projetos, como Mori, Alsol e Ebes, que atuam no segmento.

A liderança, contudo, não implica em concentração do mercado. Nos dados disponíveis, a Claro é a maior titular, em termos de potência, mas com cerca de 1,7% de toda a capacidade conectada às redes de distribuição.


 

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