Receita líquida e EBITDA também avançaram no período; consumo de energia apresentou aumento de 2,5% em relação ao 3T17

O Grupo Energisa anunciou hoje, 9/11, o registro lucro líquido de R$ 259,4 milhões no terceiro trimestre de 2018, contra R$ 134,1 milhões obtidos no 3T17, um aumento de 93,4%. Em igual período, a receita operacional líquida consolidada da empresa totalizou R$ 3,7 bilhões, o que representa crescimento de 12,0% em relação aos R$ 3,3 bilhões registrados em igual trimestre do ano anterior. Já o EBITDA Ajustado totalizou R$ 764,1 milhões, expansão de 47,5% em relação ao terceiro trimestre de 2017.

Considerando os primeiros nove meses, o lucro líquido cresceu 48,6% em comparação com o período equivalente de 2017, alcançando R$ 505,1 milhões ante R$ 340,0 milhões. Já a receita operacional líquida fechou em R$ 10,7 bilhões, um saldo 20,9% maior do que os R$ 8,8 bilhões do período de janeiro a setembro do ano passado. O EBITDA Ajustado, por sua vez, passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,2 bilhões, o que representa um acréscimo de 40,5%.

No período abarcado pelo balanço, o Grupo Energisa fez novas aquisições no Norte do país, consolidando sua atuação na região, onde já opera com a concessão do Tocantins. Às nove distribuidoras, somam-se a CERON (Centrais Elétricas de Rondônia) e a Eletroacre (Companhia de Eletricidade do Acre), arrematadas em leilão realizado pelo BNDES em 30 de agosto, na B3, em São Paulo. O contrato que transfere o controle da distribuidora rondoniense para a Energisa foi assinado no dia 30 de outubro, na sede da Aneel, em Brasília. A assunção da Eletroacre está prevista para dezembro. Com a CERON, o Grupo passa a atender a 7,3 milhões de clientes, ante 6,7 milhões, em 840 municípios, que correspondem a mais de 20% do território nacional e abrangem quase 10% da população brasileira.

“A aquisição está em linha com a estratégia de crescimento da Energisa e reforça nossa política de sinergia entre concessões. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, operamos as concessionárias do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, e formaremos um grande corredor somando as novas concessões. Iremos implementar nas novas distribuidoras uma série de mudanças para recuperar a saúde financeira e operacional, realizando uma grande transformação nestas empresas, a exemplo do que fizemos nas concessionárias adquiridas pelo Grupo nos últimos anos. Usaremos toda nossa experiência para entregar uma energia de qualidade para o estado e tornar a distribuidora de Rondônia uma das melhores do país”, afirma Maurício Botelho, vice-presidente Financeiro e diretor de Relações com Investidores da Energisa.

Nos nove meses do ano, a dívida líquida do Grupo totalizou R$ 8,7 bilhões, contra R$ 8,4 bilhões em junho de 2018. Apesar disso, a relação dívida líquida por EBITDA Ajustado caiu de 3,0 vezes em junho para 2,9 vezes em setembro.

Consumo de energia

Os resultados do Grupo também mostram expansão do consumo de energia nos mercados cativo e livre da empresa no 3T18, com aumento de 2,5%, superior à média nacional de 0,8%. Foram 7.455,5 GWh consumidos, na esteira da retomada da economia do país. Nos primeiros nove meses de 2018, esse crescimento foi de 2,8%, sendo a média nacional 1,1%.

O destaque ficou com o segmento rural, impulsionado pela irrigação devido à falta de chuvas, demandando 7,6% mais energia no terceiro trimestre em comparação com igual período de 2017. Já na classe industrial também se observa um crescimento notável de 5,1%, puxado, principalmente, pelos setores de madeira, alimentício e mineração. O consumo residencial, por sua vez, subiu 0,3%, influenciado pelas temperaturas mais amenas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Todas as distribuidoras do Grupo Energisa apresentaram crescimento no 3T18, com destaque para a Energisa Sul-Sudeste (3,9%), impulsionada principalmente pelo setor industrial. No caso da ENF, houve uma redução de 1,6% puxada pelo consumo residencial, que arrefeceu por conta da temperatura mais amena, sobretudo em agosto.

“Mais uma vez observamos o crescimento do consumo em nossas áreas de concessão, com forte participação do setor produtivo. A Energisa está em presente nas regiões com potencial econômico mais promissor”, avalia Botelho.

Investimentos

Os investimentos do Grupo Energisa totalizaram R$ 451,3 milhões no terceiro trimestre. Deste montante, os ativos elétricos (excluindo os recursos provenientes das Obrigações Especiais) receberam R$ 365,2 milhões. Nos nove primeiros meses, os investimentos atingiram R$ 1,3 bilhão. Estes investimentos foram focados na expansão e no reforço da rede elétrica, bem como na melhoria contínua da qualidade da energia fornecida. As maiores cifras de investimento total do trimestre ficaram com a Energisa Mato Grosso (R$ 169,7 milhões) e com a Energisa Tocantins (R$ 63,0 milhões).

Perdas

Em setembro de 2018, as perdas totais consolidadas do Grupo representaram 11,6% da energia injetada na rede, uma queda de 0,23 ponto percentual em relação a setembro de 2017. Considerando o consolidado do Grupo, o percentual de perdas ficou dentro do limite regulatório.

Vale destacar a redução das perdas na Energisa Mato Grosso do Sul e na Energisa Tocantins, que atingiram 12,35% e 12,62%, respectivamente, da energia requerida, ou seja, 1,55 e 1,32 ponto percentual abaixo do limite estabelecido pela Aneel. O resultado representa as melhores performances históricas das concessionárias desde que foram adquiridas pelo Grupo Energisa, em 2014.

A Energisa Nova Friburgo também alcançou o menor valor histórico de perdas: 3,93% contra o limite de 5,84%.

Indicadores de qualidade

Com relação ao FEC (frequência das interrupções), todas as unidades permaneceram com o indicador abaixo do limite estabelecido pelo Regulador. Nesse quesito, destacam-se a Energisa Paraíba e a Energisa Mato Grosso, que reduziram o indicador em cerca de 1,4 e 2,3 vezes, respectivamente. No DEC (duração das interrupções), apenas a Energisa Tocantins ficou acima do limite, mas com tendência de melhora: houve redução de 5,0 horas no DEC de setembro em relação ao mesmo mês do ano passado. Destaque para a Energisa Mato Grosso, que entrou na meta regulatória do DEC, alcançando 22,99 horas.

 

Fonte: Assessoria de comunicação da Energisa


 

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