Perspectiva de crescimento do mercado de carros elétricos no Brasil impulsiona o desenvolvimento do Liggo, um dos primeiros projetos de veículo elétrico do país

Recentes notícias sobre veículos elétricos no Brasil começam a acelerar este promissor mercado. Em 2018, BMW, EDP e Ipiranga inauguraram seis postos de recarga na Rodovia Presidente Dutra que interliga São Paulo e Rio de Janeiro. Com investimento de R$ 1 milhão tornou-se o “maior corredor elétrico da América Latina”.

A Resolução do CONTRAN Nº 573 – 16/12/2015 também impulsiona o mercado ao definir a categoria em que os veículos elétricos compactos se enquadram: Quadriciclos. Ela estabelece requisitos obrigatórios de circulação e segurança para veículos automotores elétricos ultracompactos, para circulação urbana, com cabine fechada e volante, produzidos, importados ou comercializados no Brasil.

Esta decisão também abre mercado para o aluguel de veículos elétricos em centros urbanos (Carsharing), modelo de negócio maduro na Europa e EUA. A crescente onda de patinetes elétricos no Brasil também é um sinal deste segmento.

Os criadores do carro elétrico brasileiro Liggo retomaram o desenvolvimento do projeto no final de 2018 ao sentiram uma atmosfera positiva no mercado. “Recebemos contatos de empresários, fornecedores e investidores interessados em energia limpa e, mesmo com o protótipo em desenvolvimento, pedidos para produção, na maioria dos casos, investidores interessados numa versão Carsharing”, disse Sandro Lima“, consultor de negócios, branding e design estratégico da empresa.

Ao estudar o mercado e a concorrência, o designer do projeto entende que elétricos importados não são necessariamente uma ameaça aos fabricantes nacionais. Segundo ele, a China, por exemplo, consegue operar com baixo custo e qualidade, mas os entraves estão na incidência de taxas, impostos e regulamentações, que precisam ser revistas para viabilizar a entrada destes veículos no país.

Sandro Lima acredita que atualmente os importados não possuem qualidade ideal e sim buscam viabilizar a modalidade de aluguéis. Outro ponto é o design que não tem aderência com o público brasileiro. Porém, ele acredita que quanto mais veículos elétricos trafegando em território nacional, maior será a viabilização do segmento.

“Com incentivos e desburocratização, aumentam as condições de desenvolvimento nacional de veículos elétricos com qualidade, preço atrativo, gerando ainda mais economia com baixíssimos custos em energia e manutenção”, complementou o empresário.

Fonte: PR Newswire

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