A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) realiza na manhã desta sexta-feira (07/12) os leilões para a contratação de energia existente A-1 e A-2 para o atendimento da demanda das distribuidoras de energia (Mercado Regulado).

De acordo com o Edital, os leilões serão realizados sequencialmente a partir das 10h na sede da CCEE, em São Paulo, por meio de sistema eletrônico.

Características gerais dos leilões A-1 e A-2. Neste certame serão negociados duas modalidades de CCEARs (Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado): (i) Contrato por Disponibilidade: para energia proveniente de fonte termelétrica a biomassa e a gás natural, sendo que para o empreendimento a biomassa, o CCEAR será diferenciado por  CVU (Custo Variável Unitário) igual a zero ou diferente de zero; e (ii) Contrato por Quantidade: para energia proveniente das demais fontes (hidráulicas e eólicas).

Período de suprimento: (i) Leilão A-1/2018: Início em 1/1/19 e término em 31/12/20; e (ii) Leilão A-2/2018: Início em 1/1/20 e término em 31/12/21.

Preço Inicial dos Contratos de Energia: O MME (Ministério de Minas e Energia) estabeleceu preço inicial de R$170/MWh para a energia contratada no leilão A-1 e de R$162/MWh para os contratos do leilão A-2 de 2018. Diferentemente de outros leilões de energia existente, foi definido que os contratos de quantidade e a remuneração fixa dos contratos de disponibilidade não terão atualização monetária.

Habilitação Técnica: O Edital também definiu que não serão habilitados tecnicamente pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) os empreendimentos termelétricos com: (i) CVU superior a R$280/MWh; e (ii) termelétricas com inflexibilidade operativa anual superior a 50%.

Pontoon-e projeta baixa demanda neste leilão. A realização dos leilões de energia existente (LEE) ocorre em um momento de baixo crescimento econômico e elevada migração dos consumidores de energia, do mercado regulado (atendido pelas distribuidoras) para o mercado livre. Estes dois “drivers” tem culminado em um cenário de baixa demanda por energia e em alguns casos até de sobra nas distribuidoras.

Soma-se a isso a incerteza quanto a retomada da economia ao longo dos próximos três anos (horizonte destes contratos), o que contribui para uma contratação modesta por parte das distribuidoras. A Pontoon-e estima uma demanda de ~160 MW médios para o leilão A-1 e de ~250 MW médios para o leilão A-2.

Copel pretende vender energia da UTE Araucária. Em teleconferência recente com investidores, o presidente da Copel (Joel Nazareno Iuk) confirmou a intenção de participar deste leilão de energia existente (A-1 e A-2), através da comercialização da energia da termelétrica Araucária na modalidade de disponibilidade.

Segundo o presidente, a Copel conta atualmente com um contrato de suprimento de gás natural com a Petrobras, inclusive para gerar imediatamente caso o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) determine despacho fora da ordem de mérito.


 

 

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