Realizado em São Paulo, o evento contratou 401,6 MW com projeção de R$ 1,9 bilhão em investimentos e R$ 2,6 em contratos.

O leilão A-4 de geração de energia foi finalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE -, nesta sexta-feira, 28/6, terminou com a contratação de 401,6 megawatts MW de potência instalada e 81,1 MW médios de garantia física, ao preço médio de R$ 151,15 por megawatt-hora MWh, diante de um preço de R$ 311/MWh  de referência.

Também organizadora do leilão, a Agência Nacional de Energia Elétrica –Aneel – estima que os projetos contratados, de 15 empreendimentos de fontes: solar, eólica, hídrica e biomassa, envolverão R$ 1,9 bilhão em investimentos e R$ 2,6 bilhões em contratos.

Foram negociados Contratos de Comercialização em Ambiente Regulado (CCEARs) por quantidade, com prazo de suprimento de 30 anos, para empreendimentos hidrelétricos, contratos por disponibilidade, com prazo de suprimento de 20 anos, para usinas a biomassa, além de contratos por quantidade, com prazo de 20 anos, diferenciados por fontes, para empreendimentos a partir das fontes eólica e solar fotovoltaica.

“Percebemos uma tendência dos empreendimentos solares e eólicos destinarem cerca de 70% de sua garantia física para o mercado livre. Desta maneira, além do preço negociado no leilão é preciso considerar as estratégias comerciais de cada empresa. Mas é importante a sinalização do mercado livre auxiliar na expansão do Sistema”, ressaltou Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE.

A fonte solar atingiu novo recorde de preços no Brasil, vendendo a R$ 67,48/MWh, contra o teto de R$ 276,00/MWh, deságio de 75,5%. O recorde anterior foi no leilão de 2018, que atualizado pela inflação está em R$ 123,98/MWh.

A eólica vendeu a R$ 79,99/MWh, contra o teto de R$ 208,00/MWh, deságio de 61,54%.

A hídrica vendeu a R$ 198,12/MWh, contra o teto de R$ 288,00/MWh, deságio de 31,2%. A térmica a biomassa vendeu a R$ 179,87/MWh, contra o teto de R$ 311/MWh, deságio de 42%%.

Foram cadastrados 1.581 empreendimentos de geração, somando 51,2 gigawatts (MW) de potência. A fonte que predominou nos projetos cadastrados é a solar, com 26,2 GW. Em seguida aparece a eólica, com 23,1 GW. Os investimentos nas usinas devem gerar 4,5 mil empregos.

A CPFL Santa Cruz e a Light foram as duas únicas compradoras no leilão, sendo que a Light levou quase a totalidade da energia contratada, calculada em 91,5%.

“Um aspecto positivo dessa contratação, tanto na fonte eólica quanto solar, é que elas ocorreram na região nordeste do País (RN, CE, PI), onde certamente esses empreendimentos irão gerar empregos e afetar positivamente a economia”, disse o diretor-geral substituto da ANEEL, Sandoval Feitosa.

Fontes: Assessorias de Comunicação da CCEE e Aneel

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