O Índice de Confiança do Comércio (ICOM), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 3,8 pontos de setembro para outubro. Com a alta, o indicador chegou a 92,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior valor desde maio de 2018 (92,6). Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 1,2 ponto depois de cinco quedas consecutivas.

A alta da confiança atingiu empresários de 11 dos 13 segmentos do comércio e foi influenciada tanto pela melhora da percepção em relação à situação atual quanto das expectativas em relação aos próximos meses.

O movimento na Rua 25 de Março, maior centro de comércio popular de São Paulo
Índice de Confiança do Comércio subiu 3,8 pontos. Alta atinge empresários de 11 dos 13 segmentos pesquisados   (Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Índice da Situação Atual, que analisa a confiança do empresariado, subiu 2,5 pontos e atingiu 88,2 pontos.

Já o Índice de Expectativas, que mede a opinião em relação aos próximos meses, teve alta 4,9 pontos e somou 97,1 pontos.

A alta da confiança fez com que o indicador retornasse ao nível anterior ao da greve dos caminhoneiros, o que, segundo a FGV, sugere que o pior momento do setor começa a ficar para trás.

“Com a alta da confiança do comércio em outubro, o indicador retorna ao nível anterior ao da greve dos caminhoneiros sugerindo que o pior momento do setor começa a ficar para trás. A recuperação nos índices que medem a situação atual e as expectativas, reforçam o otimismo em relação a uma retomada das vendas. Apesar do bom resultado no mês, a continuidade e intensidade da recuperação do comércio ainda estão sujeitas a melhores resultados do mercado de trabalho e redução dos níveis de incerteza”, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

A primeira alta em cinco meses do ICOM em médias móveis trimestrais teve influência direta da melhora dos segmentos ligados a revenda de bens duráveis. Esse é um ponto importante dentro da análise da Pontoon-e, pois  a longo prazo o consumo de bens duráveis tende a apresentar correlação significativa com o consumo de energia elétrica. Após acumular quedas entre maio e agosto, o ICOM de Duráveis avança pelo segundo mês consecutivo em médias móveis trimestrais. O resultado, no entanto, ainda se mantém 4,3 pontos abaixo do nível de maio (104,5), período anterior a greve dos caminhoneiros. Enquanto isso, o ICOM de Não Duráveis, que tinha apresentado ligeira recuperação em setembro, voltou a cair em outubro.

Fonte: Agência Brasil (link), FGV IBRE (link).

 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *