Com forte influência dos alimentos, das bebidas e dos transportes, a inflação atingiu 0,45% em outubro, o maior índice para o mês desde 2015, quando ficou em 0,82%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje pelo IBGE, ainda registrou inflação acumulada no ano de 3,81%. A alta nos preços nos últimos 12 meses ficou em 4,56%, portanto próxima ao centro da meta estabelecida pelo governo para 2018, de 4,5%.

#praCegoVer Gráfico da variação mensal do índice geral do IPCA

“Esse índice teve pequena desaceleração em relação ao mês passado (0,48%) e o comportamento que causou essa movimentação foi praticamente o mesmo. É o maior outubro desde 2015”, disse o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves.

Podcast – Fernando Gonçalves, Gerente do IPCA 07/11/2018

“A alimentação subiu, a exemplo do tomate, que teve alta de 51,27%. E os Transportes, mesmo desacelerando em relação a setembro, vieram com alta. Só os combustíveis, com 2,44%, representaram quase um terço do IPCA desse mês. Habitação é um grupo importante e também subiu, assim como a energia elétrica”, disse Fernando.

Juntos, os grupos Alimentação e bebidas (0,59%) e Transportes (0,92%) foram responsáveis por 71% da inflação de outubro. Os demais grupos tiveram variações mais leves e ficaram entre o 0,02% da Comunicação e o 0,76% dos Artigos de residência.

A alta em Alimentação e bebidas foi impulsionada, principalmente, pelo grupamento da alimentação no domicílio (0,91%), destacando-se o tomate (51,27%), a batata-inglesa (13,67%), o frango inteiro (1,95%) e as carnes (0,57%). Nos Transportes, subiram o etanol (4,07%), óleo diesel (2,45%), gasolina (2,18%) e o gás veicular (0,06%). A passagem aérea também desacelerou, mas ficou 7,49% mais cara em outubro.

No grupo Habitação (0,14%), a energia elétrica, principal foco de acompanhamento da Pontoon-e, subiu 0,12%, em parte por causa do reajuste de 15,13% da EDP (SP), uma das concessionárias de São Paulo (0,25%) a partir de 23 de outubro; 6,18% em Brasília (0,35%), devido ao reajuste da CEB, e 15,56% em Goiânia (1,06%), com a revisão tarifária da Enel Distribuição Goiás, ambas em vigor desde 22 de outubro. As demais regiões pesquisadas variaram entre os -2,39% do Recife e os 6,56% de Fortaleza, em razão dos aumentos ou reduções nas alíquotas de PIS/COFINS. Desde junho, encontra-se em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com a cobrança adicional de R$0,05 por kwh consumido.

Regionalmente, o maior índice ficou com a região metropolitana de Porto Alegre (0,72%), enquanto o menor índice (0,21%) foi registrado nas regiões metropolitanas de Recife e do Rio de Janeiro.

“Porto Alegre teve uma forte alta no tomate e na gasolina. As áreas com menores variações foram Recife e Rio. No Recife, o destaque foi a energia elétrica e o lanche. No Rio, as quedas foram no leite longa vida e na refeição fora de casa”, explicou Fernando.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 0,40% em outubro, 0,10 p.p. acima da taxa de setembro (0,30%). Assim como o IPCA, o resultado também é o maior para um mês de outubro desde 2015, quando o INPC ficou em 0,77%. O acumulado no ano ficou em 3,55%, e o dos últimos 12 meses, em 4,00%.

Fonte: IBGE (link, link, link, e link), Aneel.

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