MONEY TIMES | Executivos dos maiores bancos de Wall Street, incluindo Goldman Sachs e JPMorgan, se encontraram em Pequim com reguladores locais para dar continuidade ao processo de abertura do sistema financeiro chinês de US$ 43 trilhões. O movimento indica que as instituições financeiras não estão tão preocupadas quanto se imaginava com a guerra comercial entre EUA China, conforme apurado pela reportagem da Bloomberg.

Dentre os presentes no encontro estavam Yi Gang, presidente do People’s Bank of China, e oficiais da Comissão Reguladora de Ativos da China. Mesmo diante do prolongamento da guerra comercial, a China continua a abrir o mercado. A estimativa é de que os bancos possam lucrar US$ 9 bilhões na segunda maior economia do mundo.

Inevitável

Para Michael Pettis, professor de finanças da Peking University, a presença das instituições norte-americanas na abertura do mercado financeiro é de uma certa forma inevitável.

“A China está muito determinada para realizar a reforma de seus mercados financeiros e sabe que, sem as maiores instituições de Wall Street, é muito difícil auferir um mercado verdadeiramente internacionalizado”, disse.

“Também faz sentido para a China harmonizar uma importante fonte de lobby, em especial agora com tão pouco espaço nos EUA”, completou o professor.

Já Li Haitao, professor de finanças da Cheung Kong em Pequim, acredita que “a abertura dos mercados coloca pressão sobre reformas do sistema financeiro”.

Por Valter Outeiro da Silveira

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