CANALENERGIA | O Programa Nuclear Brasileiro, que desde a posse do governo Bolsonaro tem sido retomado e incentivado, prevê a construção de seis novas centrais nucleares para o país até 2050, informou o Secretário de Planejamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, presente nessa quinta-feira, 26 de setembro, no 2º Seminário sobre o Futuro do Setor Elétrico Brasileiro, promovido pela Fundação Coge, no Rio de Janeiro.

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A iniciativa prevê a implementação de seis reatores de 1 GW, o que, juntamente com a conclusão de Angra 3, ainda prevista para 2026, poderá elevar a potência instalada da fonte no país em 7,3 GW, chegando a 9,3 GW no total, contando com Angra 1 e 2. “Estamos aguardando o PNE 2050.

A ideia é terminar Angra 3 e dar intervalo de pelo menos quatro anos para entrar essas outras usinas, que poderiam iniciar a construção em 2030, com participação de recursos do setor privado”, explicou o Secretário do MME, revelando que o projeto deverá angariar 30 bilhões de dólares em investimentos.

Reive afirmou também que o modelo a ser adotado para financiamento das centrais deverá seguir a referência que será definida junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES) para conclusão de Angra 3, onde diversas alternativas já foram estudadas, todas apresentando vantagens e desvantagens.

“A própria Eletrobras fez consulta ao mercado para potenciais investidores e cada um disse como seria melhor para construir a usina, o que tem que acontecer ainda neste ano. Primeiro definimos o preço, o modelo e agora a competição”, pontua.

Sobre a localização e disposição dos novos empreendimentos, ele afirmou que a questão ainda não está definida, apenas que será entre as regiões Nordeste e Sudeste, podendo ou não serem concentradas na mesma localidade. “O ideal é que sejam pelo menos dois reatores no mesmo local, por questão de rentabilidade”, comentou.

Ainda sobre Angra 3, o Secretário salientou que o processo de licitação para começar a obra acontecerá em meados do ano que vem, com boas perspectivas de competitividade no mercado internacional.

Por Henrique Faerman

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