A GE do Brasil reuniu ontem 4/4, os principais dirigentes e executivos do setor elétrico para discutir “O Futuro da Energia”. Durante  a manhã aconteceram dois painéis focados na transformação e no futuro da energia no Brasil com transmissão ao vivo, pelo Youtube. A mediação foi de Viveka Kaitila, Presidente e CEO da GE Brasil e Daniel Meniuk, Gerente Geral da GE Power para América Latina.

No primeiro painel participaram:Thiago Barral, Presidente da EPE, Wilson Ferreira Junior, Presidente da Eletrobras, Álvaro Ferreira Tupiassú, Gerente Geral de Planejamento e Marketing de Gás e Energia da Petrobras,e Marcelo Souza, diretor da área de infraestrutura do Pátria Investimentos.

No segundo painel estiveram: José Laydner, Diretor de Geração da Engie, Mario Araripe, Presidente da Casa dos Ventos, Miguel Setas, Presidente da EDP Brasil, e Fábio Zanfelice, Presidente da Votorantim Energia.

A estatal Empresa de Pesquisa Energética -EPE- iniciou discussões sobre projetos de energia eólica no mar, as chamadas usinas offshore, e irá preparar um documento sobre o potencial e os desafios para a tecnologia no Brasil. O assunto foi alvo de um workshop interno realizado esta semana na estatal ligada ao MME, disse o presidente da EPE, Thiago Barral. “Em breve vamos publicar um ‘roadmap’ para eólicas offshore, para dar visibilidade a esses desafios que essa solução enfrenta e que precisam ser endereçados”, acrescentou Barrat.

Quando assumiu a palavra, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, considerou o risco hidrológico como um tema dentro do setor elétrico que “tira nosso sono” e que precisa de uma solução no curto prazo, o executivo destacou os impactos do risco hidrológico nos últimos cinco anos, com prejuízos financeiros no setor por conta do déficit, fator que levou a uma produção de energia pelas hidrelétricas abaixo do previsto. “Isso tem prejudicado consumidores, porque esse custo é transferido aos consumidores na forma de bandeira tarifária”, comentou.

Ferreira Junior citou que, desde 2013, após a queda de 15% nas tarifas em decorrência da renovação antecipada das concessões, no âmbito da Medida Provisória 579/2012, a tarifa de energia subiu mais de 100%, bem acima da inflação acumulada no período de 32%. Cerca de 40% desse aumento, acrescentou, foi pela transferência dos custos do risco hidrológico para os consumidores.

Para assistir o debate veja abaixo:

 

Fonte : Assessoria de comunicação da GE do Brasil


 

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