A GE do Brasil realizou, no último dia 4 de abril, o debate “O Futuro da Energia” com a presença dos principais executivos do setor elétrico, além da mediação de Viveka Kaitila, presidente e CEO da GE do Brasil, e Daniel Meniuk, líder da GE Power para a América Latina.

Viveka Kaitila, presidente e CEO da GE do Brasil, aproveitou a abertura do evento para lembrar da contribuição da companhia na história do mercado de energia brasileiro. Em 2019, a GE completa 100 anos de atuação no país e seus equipamentos são responsáveis por mais de um terço da energia gerada em território nacional.

Os principais tópicos das discussões abordaram as transformações do mercado nos últimos anos e os reflexos dessas mudanças para o planejamento futuro do setor.

A Transformação do setor de energia

O primeiro painel, com mediação de Daniel Meniuk, líder da GE Power para a América Latina, contou com a presença de Wilson Ferreira Jr. (Eletrobras), Álvaro Ferreira Tupiassú (Petrobras), Thiago Barral (EPE) e Marcelo Souza (Pátria Investimentos).

Um dos principais temas debatido pelos panelistas abordou as transformações do setor, consequência da mudança na matriz energética brasileira. Álvaro Tupiassú, da Petrobras, falou da importância crescente do gás natural como fonte robusta para a complementação do sistema e garantiu que o atual momento é uma oportunidade para a consolidação da fonte no país. Wilson Ferreira, da Eletrobras, lembrou que o setor elétrico, mesmo em momentos mais sensíveis, mantém a atração por investimentos expressivos. O presidente da EPE, Thiago Barral, afirmou que o setor precisa passar uma ampla modernização, ou seja, ser redesenhado o momento atual. Marcelo Souza, do Pátria Investimentos, reforçou que a regulação do setor elétrico é exemplo quando comparada às de outros setores, mas que ainda há muito a ser feito.

Na visão para os próximos dez anos, os executivos reforçaram a necessidade de modernização do modelo atual do setor. Thiago Barral lembrou que o planejamento a longo prazo é essencial e deve considerar a evolução tecnológica que impacta todo o mercado de energia. Para Wilson Ferreira, o futuro precisa ser hidrotérmico, idealmente com o reforço da geração a gás natural, mas não descartou o avanço da energia solar fotovoltaica. Marcelo Souza e Álvaro Tupiassú concordaram que a transição das fontes fósseis para as mais limpas passa pela combinação entre energia renovável e a confiabilidade das térmicas a gás para a base do sistema.

O futuro da energia

A segunda parte do debate, mediada por Viveka Kaitila, apresentou grandes players do mercado de energia como José Laydner (Engie Brasil), Mário Araripe (Casa dos Ventos), Miguel Setas (EDP) e Fábio Zanfelice (Votorantim Energia).

Fábio Zanfelice reforçou que o Brasil é o país com mais diversidade e qualidade de fontes de energia no mundo e o futuro precisa de uma coordenação adequada entre investimentos, regulação e iniciativa dos agentes. José Laydner, da Engie, também lembrou que a questão regulatória deve se alinhar com o novo momento e a entrada expressiva de fontes renováveis como a eólica, solar e da geração distribuída. Mário Araripe, da Casa dos Ventos, lembrou que as mudanças passam pela digitalização, descentralização e descarbonização do sistema e que essas mudanças precisam andar de mãos dadas com o planejamento. Para Miguel Setas, presidente da EDP, precisa haver equilíbrio entre mercado cativo e livre, além de uma necessidade de revisitar o arcabouço regulatório, a formação de preços e o sistema de garantias financeiras. O executivo fez questão de pontuar que a digitalização veio para ficar e que as redes inteligentes serão essenciais para conectar todos os atores do setor, dando ainda mais força de decisão aos consumidores.

Ao final das discussões, ficou claro que o setor passa por um momento de grandes transformações e precisa de um novo desenho regulatório, mais aderente às novas características da matriz e dos avanços tecnológicos como a geração distribuída, redes inteligentes, baterias, armazenamento e parques de geração híbridos. Essas mudanças precisam andar de mãos dadas com o planejamento a longo prazo para proporcionar maior previsibilidade, segurança financeira/jurídica e investimentos otimizados.

Confira o debate completo https://www.youtube.com/watch?v=;iYDgvD581xY

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