Lagos das UHEs Itumbiara (2.082 MW) e Batalha (52,5 MW) podem receber projetos, segundo o presidente da empresa, Luiz Carlos Ciocchi

Com previsão de inaugurar neste ano o parque eólico de Fortim, no Ceará, no qual investiu R$ 750 milhões por meio da subsidiária Brasil Ventos, Furnas planeja também entrar em energia solar, utilizando a superfície dos lagos de suas hidrelétricas para instalar as baterias de painéis fotovoltaicos.

O presidente da empresa, Luiz Carlos Ciocchi, destaca os lagos das UHEs Itumbiara (acima na foto), a maior das hidrelétricas integrais da empresa (2.082 MW), e Batalha, a menor (52,5 MW), como os primeiros a serem utilizados com o objetivo de gerar energia solar. Segundo ele, há pelo menos duas vantagens em fazer parques eólicos lacustres: não afeta o ambiente ocupando mais espaço em terra e a absorção de calor no espelho d’água aumenta a eficiência dos painéis.

Embora seja uma empresa basicamente de energia hidrelétrica, Furnas vem buscando diversificar na área de renováveis, entendendo que as fontes eólica e solar têm a vantagem de poderem ser construídas mais rapidamente do que as hidrelétricas. Em 2020 a empresa pretende iniciar as obras do complexo eólico de Itaguaçu, na Bahia, com potência prevista para 300 MW e investimento de R$ 750 milhões.

Em solar, a primeira iniciativa, já em andamento, será um parque de pequeno porte (cerca de 1 MW), contíguo à UHE Simplício, classificado como geração distribuída porque irá suprir as necessidades da própria UHE instalada no rio Paraíba do Sul, na divisa dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os investimentos totais de Furnas este ano serão de R$ 1,4 bilhão e em 2020, de R$ 1,3 bilhão.

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