A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA-(bra)’ (AA menos(bra)) da Copel e de suas subsidiárias: Copel GeT, Copel Distribuição e Copel Telecom. Também foram afirmadas as respectivas emissões de debêntures. A Perspectiva da avaliação é estável.

Para a Fitch, os ratings da Copel e das subsidiárias se apoiam na robusta geração de fluxo de caixa das operações (CFFO) e na satisfatória flexibilidade financeira do grupo. A afirmação considera a expectativa da agência de significativa redução dos investimentos a partir de 2019, com incremento da geração de caixa proveniente da entrada em operação de importantes projetos de geração e transmissão de energia, em 2018 e 2019.

A concessionária deve registrar fluxo de caixa livre (FCF) consolidado positivo após 2018 — em torno de R$ 150 milhões em 2019 e em aproximadamente R$ 700 milhões em 2020 e 2021. Isto será possível em virtude da redução dos investimentos para em torno de R$ 1,6 bilhão de 2019 a 2021 e do fortalecimento da geração de caixa. A expectativa é de que o FCF se beneficie dos melhores resultados no segmento de distribuição, a partir de avanços na gestão de custos gerenciáveis e do crescimento de mercado na área de concessão, estimado pela Fitch em 2% em 2018 e em 2,5% em 2019, bem como da contribuição dos novos projetos com entrada em operação programada no período.

Na opinião da agência, a alavancagem financeira ajustada do grupo aumentou gradualmente, devido a um programa de investimentos mais intenso, cujo ciclo se encerra em 2018. Pelas projeções da análise e por critérios próprios, a relação dívida líquida ajustada/EBITDA ajustado atingirá o pico de 4,7 vezes em 2018 e migrará para patamares mais moderados e adequados à atual classificação da distribuidora a partir do ano seguinte. Estas estimativas incorporam projeção de EBITDA de R$ 2,3 bilhões e de R$ 3,0 bilhões em 2018 e 2019, respectivamente. O grupo também segue com o desafio de fortelecer sua posição de liquidez e o perfil de dívida, principalmente na holding.

A avaliação reflete, ainda, a atuação do grupo como empresa integrada de energia, com importantes ativos de geração, transmissão e distribuição. O perfil de crédito da distribuidora paranaense é concebida em bases consolidadas, contemplando a existência de cláusulas de cross default em algumas dívidas das empresas do grupo, que considera, principalmente, o risco de crédito de suas duas principais subsidiárias: Copel Distribuição e Copel GeT. A diversidade de segmentos e de ativos beneficia a corporação, pois atenua os possíveis riscos operacionais e a maior volatilidade existente no fluxo de caixa do segmento de distribuição de energia. No entender da agência, o segmento de transmissão, que é o de menor risco no setor elétrico, apresenta elevada previsibilidade de fluxo de caixa, enquanto o de geração hidrelétrica se caracteriza por apresentar baixo risco de negócios em cenários hidrológicos satisfatórios.

Os ratings consideram também o risco político, decorrente de seu controle acionário público. Este risco é evidenciado pelo histórico negativo de diferimentos parciais de reajustes tarifários da Copel Distribuição e, mais recentemente, pela elevação do pay-out na distribuição de dividendos referentes ao exercício de 2016, que foi de encontro à recomendação da diretoria da empresa. As classificações contemplam o moderado risco regulatório do setor elétrico brasileiro e o risco hidrológico inerente ao negócio, atualmente acima da média.


 

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