No mundo inteiro, seja nas residências ou nos escritórios, quando temperatura aumenta todos ligam seus aparelhos de ar condicionado. Embora nos deem conforto, possam salvar vidas e gerar riqueza nos países mais quentes, seu efeito também pode ser justamente o contrário: aquecer mais o planeta enquanto refresca determinadas salas.

Giovanni_cg / Pixabay

Isso pode trazer sérias consequências e problemas ao nosso mundo. Segundo a AIE – Agência Internacional de Energia, em 10 anos, um bilhão de aparelhos de ar condicionado serão instalados no mundo.

Se incluirmos refrigeradores e outros sistemas que refrigeram alimentos, vacinas ou computadores, esse número pode chegar a seis bilhões.

Nos Estados Unidos, 87% das casas possuem aparelho de ar condicionado, utilizando mais de 185 bilhões de quilowatt/hora por ano.

Pode parecer muito, mas o maior perigo está no ato de somar esses números aos de países em que a venda dessas máquinas vem aumentando.

De acordo com o professor Michael Sivak, da Universidade de Michigan, a China, por exemplo, pode superar o número americano em até cinco vezes, enquanto a Índia poderia ultrapassar em até catorze vezes.

Na França, as vendas dos aparelhos de ar-condicionado nas três primeiras semanas em julho deste ano tiveram um aumento de 192%, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos próximos anos, serão cada vez mais numerosos.

O ar condicionado é responsável por parte do CO2 gerado nas usinas de eletricidade em que operam, produzindo quatro bilhões de toneladas de CO2, 12% do total, de acordo com a AIE . Além disso, usinas — algumas movidas a carvão ou diesel — são acionadas para atender ao consumo desses aparelhos.

Isso quer dizer que o uso de ar-condicionado está levando os países a construir não apenas mais usinas, como também usinas mais poluentes.

Fontes: ÉPOCA Negócios e Ecycle

 

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