Há diferenças muito importantes de condicionantes de projeto para uma usina solar no Brasil vis-à-vis num país desenvolvido.

  1. A tarifa da energia que a solar substitui

    Aqui a tarifa que se considera no horário de insolação é “fora de ponta”.

  2. Mas…o horário “fora de ponta” é de fato de “ponta”

    O Operador Nacional do Sistema mostra que as máximas demandas tem ocorrido durante o dia embora a Agência Nacional de Energia Elétrica defina este horário como “fora de ponta”.

  3. Azimute praticamente não importa!

    Os projetos no Brasil não precisam considerar o perfil de insolação e a inclinação conforme os segmentos horários pois sempre é “fora de ponta”. Nos paises desenvolvidos, projeta-se para se capturar o máximo de insolação nos horários em que as tarifas são mais altas.

E assim a energia produzida pelos sistemas solares não é corretamente avaliada em custo substituído. E o pior: por conta disto há que se manter subsídios para “compensar” equívocos primários.

Falta-nos boa engenharia, regulação consistente com a realidade, profissionalismo, humildade para identificar os erros grosseiros que acometem o setor e especialmente iniciativa para virar a mesa.


Solar energy in Brazil: 3 huge mistakes

There are very important differences in the design constraints of a solar power plant in Brazil vis-à-vis a list of  developed country.

  1. The energy rate that solar replaces

    Here the rate that is considered in the hours of insolation is “off-peak”.

  2. But … the time of its use is in fact “on-peak”

    The National System Operator shows that the maximum demands occur during the day although the National Electric Energy Agency defines this as “off-peak”.

  3. Azimuth hardly matters!

    Projects in Brazil do not need to consider the sunshine profile according to the daily hours because it is always “off-peak”. In the developed countries, projects aim to capture the maximum of insolation during the on-peak hours. This criteria provides the best return on investments!

And so the energy produced by the solar systems is not correctly evaluated at “cost really displaced”. And the worst: because of this we have to keep subsidies to “compensate” these errors.

We lack good engineering, consistent regulation with reality, professionalism, humility to identify what’s going and most importantly,  initiative to turn around this messy situation.


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
http://pontoon-e.com

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