No Brasil a estratégia oficial do setor elétrico é a de estabelecer programas, criar incentivos, subsídios e repassar os custos associados para toda a coletividade, formada pelos clientes consumidores de energia.

Nivela todo o mercado “por baixo” pois apenas uma pequena parte dos consumidores captura os programas oficiais mas a maior parte compulsoriamente paga a conta.

As iniciativas especialmente exitosas que surgiram e floresceram nos países desenvolvidos nestes últimos anos apontam para uma linha bem diferente. Os programas são criados para estimular os consumidores a capturá-los por sua conta e risco em troca de compensações importantes gerados em função dos benefícios realizados.

Há uma enorme diferença de abordagens. A nossa, tupiniquim é mais uma ditadura em que poucos realizam resultados mas a coletividade toda paga. A dos desenvolvidos é a de propor uma oferta, livre que permite a quem exerce a escolha realizar resultados expressivos se cumprir com as exigências e arcar com os custos associados.

Então, qual é a sua preferencia: aquiescer com o dirigismo oficial que repassa custos para toda a sociedade ou estimular a escolha por alternativas que façam sentido econômico-financeiro para quem adere ao programa?


Energy: pass on costs or stimulate initiatives?

In Brazil, the official strategy of the electricity sector is establish programs, create incentives, subsidies and pass on the associated costs for the entire community, formed by energy consumers.

Only a small portion of consumers capture the opportunities but most pay for the tab.

The especially successful initiatives that have sprung up and flourished in developed countries in recent years point to a very different line of thought. The programs are designed to encourage consumers to capture them at their own risk in exchange for important compensation.

There is a huge difference in approaches. The Brazilian is basically a dictatorship in which few realize results but the whole community pays for it. The developed countries allow those who exercise their choices to achieve expressive results if they agree to the program’s requirements and bear the associated costs.

So what is your preference: to acquiesce with the Brazilian way that passes on costs or to stimulate the choice for alternatives that make economic and financial sense for those who go for it?


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
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