Quando consulto para executivos de empresas e instituições, há uma aspecto comum que sempre me chama a atenção, há décadas. A percepção prevalente de falta de previsibilidade e respeito aos contratos.

No mundo corporativo, que compara o que acontece aqui com outros países:

1. Temas importantes como a inadimplência bilionária da CCEE demoraram muitos anos para serem resolvidos contra alguns meses em nações com as quais o Brasil compete.

2. Uma lista de desafios que representam custos importantes ficam sempre fora da pauta. Os “gatos”, por exemplo, que são cuidadosamente chamados de “perdas não técnicas” valem dois dígitos percentuais de tudo que é entregue pelo setor elétrico, há décadas.

3. Programas que estimulam o uso eficiente da energia como DR (demand response) e BYOD (bring your own device) produzem benefícios a ofertantes e demandantes. No Brasil só existem no papel.

Resultado: o custo da energia brasileira é o mais alto entre os BRICS.

Quando o Brasil tomará a iniciaitiva de reconhecer este estado de coisas e virará a mesa?


Brazil & Energy: the harsh reality

When I consult for companies and institutions, there is a common aspect that has always caught my attention for decades. The prevalent perception of lack of predictability and respect for contracts here in Brazil.

The corporate world compares what happens here with other countries:

1. Important issues such as the official clearinghouse (CCEE) billion dollar default, take many years to be resolved against a few months in nations with which Brazil competes.

2. A list of challenges that represent important costs is always off the agenda. The power thefts, for example, which are carefully called “non-technical losses” have been representing two percentage digits for decades and are simply transferred to the “others”.

3. The lack of programs that encourage the efficient use of energy such as DR (demand response) and BYOD (bring your own device) that produce benefits for suppliers and consumers. In Brazil they only exist on paper.

The cost of Brazilian power is the highest among the BRICS.

When will Brazil take the initiative to recognize and turn around this situation?


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
http://pontoon-e.com

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