Uma russa, que está no Brasil há alguns anos, foi convidada para fazer uma apresentação para crianças em uma comunidade da periferia de São Paulo.

Focou sobre as diferenças entre Russia e Brasil. Especialmente nas atitudes dos adultos em relação ás crianças. Contou que ela ficou impressionada.

Na Russia as crianças ajudam no dia a dia, desde pequeneninhos. Fazem suas proprias camas. Ajudam a lavar e secar a louça de cada dia. Colaboram para por e tirar a mesa nas refeições. Participam na limpeza da casa. Vão á escola mesmo que as temperaturas estejam 30° C negativos.

No Brasil as crianças, são tratadas como principes ou princesas. Tipicamente não fazem trabalhos na rotina da casa.

Mas a grande questão é quando estas crianças crescem. Fica enraizada a cultura dos “direitos adquiridos”. Da percepção de que tudo deve vir automaticamente. E assim a tendencia prevalente é a de sempre apoiar o estado provedor, a “luta” pela manutenção das “conquistas” e muito mais.

Não há valorização para alcançar e manter por conta do esforço próprio um novo patamar seja pela educação ou pela dilgencia no trabalho. A expectativa é sempre o de ser bem tratado. É uma forma de indolencia que permeia a sociedade brasileira.

Na energia tudo acontece assim também. O paternalismo criou um monstrengo. A oferta de energia no Brasil não é competitiva. Há subsídios, impostos e aquiescência para péssima gestão do Estado, que controla uma boa parte da cadeia de valor do setor elétrico.


Energy: what’s missing in Brazil?

A Russian young lady, who has been in Brazil for a few years, was invited to deliver a presentation to children of a poor community in the outskirts of the São Paulo city.

She focused on the differences between Russia and Brazil. Especially in the attitudes of adults towards children.

In Russia children help in day to day life. They make their own beds. They help to wash and dry the dishes every day. They participate in cleaning the house. They will go to school even if the temperatures are well below freezing.

In Brazil, children (regardless of their social status) are treated as princes or princesses. Typically do not do jobs in the daily routine of their homes.

The big question becomes when these children grow up. Our culture is of “acquired rights”. From the perception that everything must “be given” automatically. And so the prevalent tendency is to always support the state as a “provider” as opposed to personal achievements.

In energy arena it is the same overall picture. Paternalism is the name of the game. The Brazilian energy supply is not competitive. There are subsidies, taxes and acquiescence for the very poor management of the State that controls a good part of the electric sector value chain.


 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *