Muito vem se falando sobre a alternativa energética proveniente dos ventos, principalmente na região Nordeste do Brasil. Temos condições de crescer, e muito, neste tipo de captação. A energia gerada a partir da força dos ventos deverá ser a segunda principal fonte de energia do Brasil, em menos de três anos, atrás somente da energia hidrelétrica. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica- , esta fonte, que já representa 8% da produção de energia do país, deve crescer mais meio ponto percentual em 2019 e ultrapassar a biomassa até 2021.

“A eólica tem demonstrado uma vitalidade impressionante em pouco tempo. Todos estes números mostram não apenas um setor consolidado, mas demonstram que a energia eólica tem um futuro promissor no Brasil”, confirma Elbia Gannoum, presidente Executiva da ABEEólica, em comunicado.

O ano de 2017 foi especialmente positivo para a indústria da energia eólica no Brasil. No período, a infraestrutura instalada gerou a quantidade recorde de 40,46 TWh de energia, o que significou um crescimento de 26,2% em relação ao ano anterior. Este valor atingiu 7,4% de toda geração de energia injetada no Sistema Interligado Nacional e foi responsável pelo abastecimento de cerca de 22 milhões de residências, o equivalente a 67 milhões de pessoas.

“No Brasil, apesar de relativamente recente, já que se desenvolveu com mais força nos últimos oito anos, a energia eólica já é uma fonte consolidada, com uma indústria 80% nacionalizada e com ótimas perspectivas de crescimento e investimento. No ano passado [2017], a indústria eólica investiu R$ 11,4 bilhões no Brasil”, contextualiza Gannoum.

ENERGIA EÓLICA NO BRASIL EM RELAÇÃO AO MUNDO| No início de 2018, o país subiu para a oitava posição no ranking mundial do Global Wind Energy Council (Gwec) – até 2012, o Brasil ocupava o modesto 15º posto na lista. Hoje, a capacidade instalada brasileira é de aproximadamente 13 GW, distribuídos em 520 parques eólicos com 6.600 aerogeradores em operação – 80% deste total está instalado no Nordeste.

Na distribuição global da produção de energia eólica, o Brasil representa apenas 2%, quantidade similar à da França (sétima colocada no ranking) e à do Canadá (nono colocado). À frente, estão Reino Unido (sexto), Espanha (quinta), Índia (quarta), Alemanha (terceira), Estados Unidos (segundo) e China (líder).

 

Fontes: Assessoria de comunicação da AbEEólica e Terra


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