Fui contratado por um shopping center e uma indústria multinacional, vizinhos de cerca, para tratar de energia. Exatamente na mesma época.

O shopping precisava aumentar 500 kW de demanda contratada e a industrial diminuir, coincidentemente 500 kW.

Marquei reunião com a concessionária local para pedir as mudanças. Fui informado de que o aumento de demanda para o shopping requereria o prazo regulatório pois a rede já estava operando no limite técnico de sua capacidade. A redução de demanda também começaria a vigorar após o prazo regulatório.

Argumentei que como os pedidos dos dois clientes eram simultâneos, tratava-se tão somente de uma “troca de posições contratuais” sem portanto aumentar a demanda física total naquele circuito.

Mas o atendente se limitou a insistir de que se tratava da regulação.

Moral da história. Recomendei ao Shopping que usasse o gás para substituir a energia elétrica em selecionados usos. A industria ficou muito aborrecida com a atitude da concessionária, o que levou seus dirigentes a apressar a decisão de mudar suas operações para outro estado.

Resumo: a concessionária – de fato – não ligou a mínima para o cliente. É um exemplo emblemático e muito comum no Brasil.

Um dia as concessionárias descobrirão o valor da criatividade, proatividade, interesse pelo cliente, vontade de encantá-lo com ações efetivas (não só os lindos dizeres de missão, valores e governança que aparecem nos seus sites e na recepção dos prédios).


Energy in Brazil: real-life curiosity

I was hired by a shopping mall and a multinational industry, right next door neighbors to consult with respect to energy. Coincidentally at the same time.

The mall needed to increase 500 kW of contracted demand and the industry to decrease exactly 500 kW.

I meet with the local concessionaire to ask for the respective contractual changes. I was informed that the demand increase for the mall would require the regulatory deadline because the grid at that location was contracted to its limit . The reduction in demand would also begin to take effect after the regulatory deadline.

I argued that since the two customers’ requests were simultaneous, it was simply an “exchange of contractual positions” without therefore increasing the total contracted demand on that circuit.

But the clerk simply insisted that it was about regulation.

Moral of the story. I recommended to the Shopping to use gas to replace electric energy in selected uses. The industry was very annoyed by the concessionaire’s attitude, which led its executives to hasten the decision to move their operations to another state.

Summary: The concessionaire – in fact – did not give a damn about the customer. It is an emblematic example and a very common one in Brazil.

One day the concessionaires will discover the value of creativity, proactivity, interest in their clients, and the desire to enchant them with effective actions (not only the beautiful words of mission, values ​​and governance that appear on their websites and entrance halls).


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
http://pontoon-e.com

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