A energia elétrica brasileira é a mais cara entre os BRICS (Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul).

Por que?

O custo da energia que sai das usinas hidráulicas, eólicas, foto-voltaicas – as renováveis – estão paritárias com o mundo competitivo.

O da transmissão e distribuição também é essencialmente competitivo.

Há custos que estão aí há muito tempo e que são transferidos sem-cerimônia para os consumidores.

1°) Roubo de energia (“gatos”)
2°) Inadimplência da CCEE – ágio em operações de “recompra” para evitar dinheiro preso
3°) Programas de resposta à demanda que não saem do papel
4°) Incentivos e subsídios oficiais para uma lista de programas duvidosos
5°) Preço do gás natural usado pelas usinas térmicas bem mais caros que nossos concorrentes
6°) Empresas publicas de geração e distribuição em péssima situação econômico-financeira
7°) Órgãos oficiais que não tem estratégia de longo prazo (e planos para faze-los acontecer)
8°) Dirigentes públicos sem capacidade de liderar as iniciativas que o pais requer no setor elétrico
9°) Burocracia pesada e custosa para operar-se no mercado livre de energia
10°) Indicadores de qualidade do fornecimento abaixo da regulação

Quando teremos coragem para reduzir ou mesmo eliminar estes custos? Ou será que preferiremos nos manter na rabeira do mercado?


Competitive energy: (Brazil) what’s the challenge?

Brazilian electric energy is the most expensive among the BRICS (Brazil, Russia, India, China and South Africa).

Why?

The cost of energy that comes from hydraulic, wind and photovoltaic plants – are on par with the competitive world.

Transmission and distribution are also essentially competitive.

There are costs that have been around for a long time and that are unceremoniously transferred to consumers.

1) Theft of energy
2) The official power clearinghouse default – a spread is charged to avoid “trapped” money
3) Demand response programs that do not take off
4) Official incentives and subsidies for a list of dubious programs
5) Price of natural gas used by thermal plants much more expensive than our competitors
6 ) Public generation and distribution companies in a poor economic and financial situation
7 ) Official bodies in the power sector with no long-term strategy (and plans to make them happen)
8) Public officials without the capacity to lead the initiatives that the country requires
9 ) Heavy and costly bureaucracy to operate in the deregulated power market
10) Supply quality indicators below regulation

When will we have the courage to reduce or even eliminate these costs? Or do we prefer to stay as laggards?


 

Compartilhe:
Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
http://pontoon-e.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *