Há um aspecto comum e preocupante envolvendo o setor de energia e o de transporte.

No caso da energia, os ofertantes e demandantes tem um ambiente neutro, das câmaras de arbitragem, para resolver conflitos. Mas a preferência, e de longe, é de usar a justiça comum. E assim o que deveria levar alguns poucos meses dura tipicamente muitos anos. E enquanto isso o custo do “não resolvido” é repassado para os “outros”, demais consumidores de energia.

No caso dos caminhoneiros o mais simples e evidente é o da negociação entre os demandantes e os ofertantes de transporte. Mas não! Usar o caminho da “centralização” através do Governo é o método preferido.

Infelizmente, na minha avaliação, a escolha recai em sistemas tutelados, centralizadores, populistas, que pouco tem de democrático e principalmente, conforme mostra a prática, são mal resolvidos. E assim voltam à pauta com frequência gerando custos adicionais para toda a sociedade. Sempre.

O custo do transporte brasileiro e dobro do da Argentina. Somos os mais caros entre os BRICS de energia elétrica.

E agora José?


Energy & Truckers

There is a common and worrying aspect involving the energy and transportation sectors.

In the case of energy, there is a “neutral environment” – arbitration chambers, to resolve conflicts. But the preference, by far, is using the Justice.

And so, what should take a few months typically lasts for many years. And in the meantime, the cost of the “unresolved” is passed on to the “others”, that have nothing todo with the conflict itself.

In the case of truck drivers, the simplest and most obvious is that of negotiation between the counterparts. But not! Using the “centralization” path through the Government is the preferred method.

Unfortunately, in my opinion, the choice falls under tutelary, centralizing, populist systems, which have little to do with democracy and mainly, as practice shows, are poorly resolved.

And so they return to the agenda frequently, generating additional costs for the whole society.

The cost of Brazilian transport is twice that of Argentina. We are the most expensive among the BRICS. when it comes to electric power.

And so what? Who cares?


 

Compartilhe:
Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
http://pontoon-e.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *