Ideia inicial é fazer capitalização da companhia por meio da emissão de novas ações, mas governo também avalia a venda de subsidiárias

A eventual adoção de um modelo alternativo aos planos do governo para desestatizar a Eletrobras poderia prejudicar o processo porque teria resistência política. A informação foi dada por uma fonte familiarizada com a estratégia da estatal à Reuters.
O Ministério de Minas e Energia tem afirmado que pretende levar adiante uma capitalização da companhia por meio da emissão de novas ações, o que reduziria a fatia do governo na empresa a uma fatia minoritária.

Mas o Ministério da Economia do presidente Jair Bolsonaro, comandado por Paulo Guedes, um liberal entusiasta de privatizações, tem avaliado modelos alternativos, que eventualmente poderiam passar pela capitalização ou venda em separado de subsidiárias da estatal.

Em meio a essas interações, a cúpula da Eletrobras tem defendido o prosseguimento do projeto de capitalização, nascido ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer, com uma visão de que privatizar subsidiárias emblemáticas como Furnas e Chesf poderia ser uma tarefa “praticamente impossível” do ponto de vista político.

Por subsidiárias é mais difícil, com certeza”, afirmou a fonte, que acompanha as conversas sobre a privatização e falou sob a condição de anonimato devido à sensibilidade do tema.

A Chesf, que atua principalmente no Nordeste, foi criada por decreto em 1945, no governo Getúlio Vargas, quase dez anos antes do surgimento da proposta que levaria ao nascimento da própria Eletrobras, criada formalmente apenas em 1961.

Furnas nasceu em 1957 e tem ativos concentrados no Sudeste e centro-sul.

Fonte: Reuters

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