Wilson Ferreira quer empresa de olho em mercado da América Latina após a privatização. Até janeiro, Furnas e Chesf inauguram 250 MW em eólicas

A Eletrobras quer até 2030 estar entre as três maiores empresas do setor no mundo na área de renováveis. Atualmente a estatal brasileira está em quinto lugar no uso dessas fontes. Em almoço realizado nesta terça-feira, 10 de dezembro, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, lembrou da expertise que a empresa já tem em projetos hídricos e da instalação de placas solares nos reservatórios das usinas, como já feito em Sobradinho. “A companhia tem procurado se focar na área de energia limpa e renovável”, afirmou.

Ferreira Junior lembrou que a Eletrobras tinha 85% de energia limpa e agora são 96%. O ativo a carvão que ela possui, em Candiota, é um dos mais modernos do país, o que significa menos impacto ambiental. “Se comparar a matriz da Eletrobras com qualquer outra, não tem outra igual, é um diferencial da nossa companhia”, avisa.

Já vislumbrando o futuro da empresa no caso após a possível privatização, o executivo diz que a Eletrobras deve se voltar para a América Latina, de modo a se tornar um player global e avaliar projetos na região. Mesmo as hidrelétricas, que no curto prazo tem dificuldade de aparecer em leilões, continuam no radar da Eletrobras. “Vamos ser uma empresa grande, com dinheiro”, promete o presidente da empresa, lembrando da experiência que ela já tem nessa área, sendo um dos maiores empreendedores do Brasil nesse segmento e presente nos maiores projetos hidrelétricas como as usinas do rio Madeira e Belo Monte, além dos estudos da hidrelétrica de Tapajós. Para ele, as outras fontes em que ela já atua a transformam em uma empreendedora nata, precisando apenas ter o capital necessário para viabilizar o projeto. “Tudo isso ela tem capacitação distintiva, tendo recursos, ela vai poder fazer isso muito melhor”, promete.

Outro motivo colocado como justificativa para a privatização é a perda de mercado que a Eletrobras vem sofrendo na geração e na transmissão. Privada, ela poderá ter mais condições de atrair recursos para fazer a sua expansão.

Operação – As controladas Furnas e Chesf devem colocar entre dezembro e janeiro deste ano 250 MW em operação de eólicas. Esse ano, a Eletrobras entregou as últimas turbinas da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA – 11.233 MW) e a UHE Sinop (MT – 401,8 MW).


 

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