REUTERS | A estatal Eletrobras decidiu não exercer uma opção que permitiria aumentar em até 30% sua participação na antiga Ceal, distribuidora de energia do Alagoas, privatizada por ela no final do ano passado e adquirida pela Equatorial Energia, disseram as empresas em comunicados.

Brasília – O novo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, durante a cerimônia de posse (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Pelas regras do leilão de desestatização da distribuidora, que agora opera sob o nome Equatorial Alagoas, a Eletrobras teria um prazo de 180 dias após a troca de controle acionário da empresa para exercer a opção.

“Em reunião do Conselho de Administração da Eletrobras…decidiu-se pelo não exercício da referida opção”, disse a Eletrobras em comunicado na véspera, sem detalhar.

A estatal privatizou ao longo de 2018 seis distribuidoras de eletricidade que operavam no Norte e Nordeste do país e eram fortemente deficitárias.

Em todas os casos havia possibilidade de a Eletrobras optar pela compra de participação nas distribuidoras após a venda, mas a companhia decidiu não exercer a opção para nenhuma das empresas até o momento, em meio a uma estratégia de deixar em definitivo o setor de distribuição para focar em geração e transmissão de energia.

Falta à estatal decidir sobre a opção apenas no caso da Amazonas Energia, a mais deficitária de suas distribuidoras e última a ser vendida. A empresa foi transferida para um consórcio entre a geradora Oliveira Energia e a distribuidora de combustíveis Atem em meados de abril.

Por Luciano Costa

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